domingo, 27 de abril de 2014

O QUE NÃO SE VÊ DO ICEBERG

Amigos queridos para atualizar as conversas, regadas a muita risada: no sentido horário eu, Bosquinho, Kennedy, Vaumick, Glauria, Prudente, Roza Rodrigues, Ilvana, Aléx, Patrício e Rosinha


Tenho a impressão de que pessoas como eu, que respiram comidinhas e utensílios e receitas e livros e revistas e tudo o mais que estiver relacionado.com (para ficar nos limites da modernidade internáutica) o tempo inteiro, sentem-se como se estivessem frente a frente com um imenso iceberg. A pontinha de fora é aquilo que se publica, seja nos blogs, nos livros ou mesmo nos jornais. É o pedaço visível, que consegue aparecer aos olhos de todos.

Mas a parte submersa na água, infinitamente maior, é como um caleidoscópio de sensações, cheiros, sabores, percepções. Como um almoxarifado permanente, onde a memória vai buscar amparo. Muito dali não tem como nem para onde sair e permanecerá para sempre armazenado. Parece mesmo que essa massa de gelo é um enorme depósito onde vão se juntando fragmentos de memórias, gostos experimentados, cores e brilhos das frutas de cada estação, os cheiros das panelas borbulhantes dos cozidos, o burburinho do mercado...

No meu caso, ali estão as tapioquinhas chamadas por minha mãe de beijus,  que a vó Mundiquinha fazia finíssimas, deleite para os netos, encharcadas de manteiga. Ali estão os biscoitos casadinhos que eu assava ainda menina para presentear os amigos, hábito que mantenho até hoje, se não com os ditos, por ter perdido tão desejada receita, mas com outros mimos que, tenho certeza, cumprem bem o propósito de acolher, dar carinho, cuidar.

Os gritos do Damião lá na Seis de Agosto da minha infância, oferecendo o pão de milho com leite de castanha e as saltenhas fumaçando de tão quentes lá da Manuca, que comíamos depois das baladas juvenis, também estão ali armazenados. As revistas de culinária compradas na banca do Ariosto, o papel encardido com a primeira receita de pão, tudo faz parte dessa enorme massa de gelo preservada pela água fria, que na hora certa, se desprende aos pouquinhos e vai navegando para águas mais quentes, de modo a nutrir a memória afetiva que me rodeia.

Tudo, como hoje tão bem demonstram as redes sociais modernas, está junto e misturado. Embora navegue nessas águas internáuticas, ainda consigo sentar numa mesa com os amigos sem consultar o whatsapp de dez em dez segundos. Ainda consigo conversar e abraçá-los e rir das piadas mais tolas, que só tem sentido quando estão no contexto específico. Ainda conseguimos fazer piada com a vida, o que mostra o tamanho e a certeza das nossas imperfeições. Ainda bem. 

Tudo isso para dizer que recentemente, ao visitar meus filhos e como já disse antes, fazer turismo nos supermercados, deu para provar um baião de dois cremoso, acompanhado de uma carne de sol muito macia, em um restaurante tão simples quanto gostoso, lá para os lados de Messejana, o Pilão. Toalha xadrez, sem afetação, mas uma carne de sol de produção própria deliciosa. Para lembrar das comidas típicas do Ceará e dos seus sabores especiais e arquivá-los no meu iceberg particular.



O prato com vinagrete, a carne de sol e o baião, delícia pura

O baião cremoso, com feijão de corda. Aqui, poderíamos usar o feijão de praia ou o verde, por exemplo

A carne de sol macia, com um pouco de queijo de coalho por cima...


Também não podia deixar de comprar o queijo manteiga da minha mãe e tomar uma cajuína lá no seu Raimundo dos Queijos. Desta vez, não o vi por lá, figura simpática. Os clientes do domingo são em sua maioria políticos, artistas e intelectuais da cidade, degustando a cerveja gelada, entre porções de paçoca e queijo, além do tira-gosto feito por eles mesmos. Imperdível! Carne de sol, queijos diversos, doces, rapaduras, cachaças, o que você quiser, lá tem. 

Para quem me conhece, já sabe: livrarias, mercado, andar no centro, conversar, encontrar os amigos, descobrir cantinhos especiais...isso faz uma diferença enorme para descansar o espírito e renovar as forças. Um desses cantinhos é a ótima padaria artesanal da Neiva Terceiro. Saí de lá com um panetone lindo de chocolate e morango e uma dúzia de pãezinhos de bacalhau deliciosos, recém-preparados, que fizeram a alegria dos meus pequenos, que não deixaram pedra sobre pedra, ou melhor, pão sobre pão!

E para não deixar os sorvetes de fora, desta vez fui à San Paolo, uma gelateria especial, onde me acabei no sorvete de morango, pura fruta, azedinho e delicioso! Não tem muitos sabores, mas vale a pena conhecer e se quiser, acrescer ao sorvete todas as guloseimas que são oferecidas por lá, misturadas na frente do freguês, como biscoitos, jujubas, suspiros e caldas. Não é fundamental, mas para quem gosta, vale. Eu preferi sem misturas, o sabor do sorvete é muito bom!



Nào deixe de fazer uma visitinha básica, bom demais!
    

E para fechar a sessão comida fora de casa, um bacalhau com purê de banana da terra, a nossa banana comprida e palmito pupunha, muito, muito bom, comido no La Pasta Gialla, restaurante abrigado no shopping Pátio Dom Luiz. A sobremesa não empolgou, mas o purê servido com o bacalhau quase me obriga a ir à cozinha batalhar a receita. Não tive coragem para tanto, mas vou tentar reproduzi-lo em casa, delicioso!

Não comi um camarão nessa viagem, mas deu para encontrar alguns dos queridíssimos amigos, olhar para a catedral ainda sendo reformada na sua beleza esmagadora, tirar fotos das velhas bancas de frutas espalhadas pelo centro, viajantes do e pelo espaço urbano, concorrendo em pé de igualdade com os não tão saudáveis, porém deliciosos e imperdíveis pastéis do Leão do Sul, que desta vez, não provei. As frutas vão mudando de acordo com a estação. Desta vez, sapotis, atas e romãs enormes, que segundo o vendedor, chegam de Pernambuco.


A Catedral, linda e imponente, no centro de Fortaleza

Romã de Pernambuco, linda...

Os cachos de pitomba, caprichosamente amarrados. Meu filho mais novo, de tanto que gostava, era chamado pelo avô de Zé Pitom...


Os sapotis, tão doces que enjoam...

As atas doces e carnudas em começo de estação...


Viver é conviver com esse iceberg, alimentando-o e sendo alimentada continuamente por tantas estórias costuradas como numa colcha de retalhos, por uma linha mágica capaz de nos lembrar nossas origens. E para não dizer que não publico uma receitinha, não resisti ao último programa do Rodrigo Hilbert, no canal GNT, mostrando uma linda costela com agrião. Adaptações à parte, é de se comer rezando, aproveita!



A costela temperada e depois de cozida, antes de ser transferida para a panela grande, com cebola, extrato de tomate e o agrião...o sabor ficou fantástico e temperou a casa inteira


Costela de boi com polenta e agrião (receita totalmente adaptada do programa Tempero de Família, do Rodrigo Hilbert, do GNT) 

Ingredientes

2,6 kg de costela bovina
05 dentes de alho amassados
02 colheres de chá de sementes de coentro
02 colheres de chá de pimenta do reino em grãos
1/2 pacotinho de cominho moído ou a gosto
03 colheres de chá de colorau
02 folhas de louro
05 folhas de chicória picadinhas
sal a gosto
1/2 maço de cheiro verde picadinho (cebolinha e folhas de coentro)
Vinagre de maçã a gosto para a marinada mais ou menos 1/2 xícara
01 cebola cortada em 04, descascada
100 g de extrato de tomate
02 maços de agrião, já limpos
1/2 xícara de fubá para polenta ou um pouco mais, se quiser mais firme
(a receita original não leva chicória nem cheiro verde, nem vinagre. Leva azeitonas e batatas no final e a marinada é feita com vinho)

Modo de fazer

Limpe a costela, cortando-a em pedaços menores e retirando o máximo de gordura possível. Lave os pedaços muito rapidamente, apenas para retirar eventuais pedacinhos de osso soltos. Coloque os pedaços numa bacia grande ou direto na panela de pressão e tempere com o alho amassado, o sal, o colorau, o cominho, a pimenta do reino e o coentro moídos, a chicória, o cheiro verde, o vinagre e acrescente as duas folhas de louro. Misture bem e deixe descansar por 30 minutos. Após esse tempo, acrescente um pouco de água à panela (de maneira que as carnes ainda fiquem descobertas) e leve ao fogo por aproximadamente trinta minutos após a fervura (na panela de pressão). Retire a panela do fogo, abra e verifique o ponto da carne e o tempero. Se necessário, acrescente um pouco mais de sal ou água. Após a carne estar cozida, retire os pedaços da panela de pressão e coloque-os em uma panela maior com um pouco do caldo. Acrescente a cebola cortada e o extrato de tomate e mais um pouco de água. Prove e ajuste o tempero, se necessário. Deixe cozinhar um pouco, coloque por cima as folhas de agrião e tampe, desligando o fogo. Reserve. Leve ao fogo a panela com o caldo restante e acrescente o fubá dissolvido em água, para que não empelote. Mexa até que fique cozido. Sirva a costela com a polenta, arroz branco e molho de pimenta, se desejar. Delicioso!
  

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Para saber mais:

Restaurante Pilão: Av. Frei Cirilo, n. 3649, Messejana, Fortaleza, Ce.

La Pasta Gialla: Av. Dom Luiz, 1200 - shopping Pátio Dom Luiz, Fortaleza, Ce.
https://www.facebook.com/pages/La-Pasta-Gialla/195390523834883

Raimundo dos Queijos: http://coisadecearense.blogspot.com.br/2014/03/raimundo-do-queijo.html

Neiva Terceiro Pães Artesanais: https://www.facebook.com/paesartesanaisneivaterceiro

San Paolo Gelato Gourmet: https://www.facebook.com/SanPaoloGelateria?fref=ts

    

segunda-feira, 21 de abril de 2014

TARDE BOA





Os cookies depois de assados e a massa sendo preparada



Estive fora semana passada, matando a saudade dos pequenos (!!) grandes meninos aqui de casa. Produzi vários almoços para eles, quase todos os lanches e é claro, os bolinhos da tarde e os biscoitos para o café. Fiz turismo no supermercado e nas lojas de artigos para casa, além de conhecer a futura cidade em que o mais novo vai morar, após ter sido aprovado no curso de Medicina no último Enem. O mais velho, que já está finalmente instalado na capital, brinca dizendo que agora tem uma casa de verdade, após abrir a gaveta do armário da cozinha e se deparar com vários panos de prato para enxugar a louça.

É claro que pensando na minha comodidade, acrescentei à lista de compras itens como fouet, forma de bolo e assadeira para biscoitos. Ainda faltam o sofá e uma mesa na sala, mas eles e os amigos nem se apertam: comeram sentados no chão ou mesmo no colchão na sala, improvisado como sofá e assim, entre o jogo de vídeo game e as conversas, devoraram o almoço deste dia, puxado à polenta cremosa e filé ao molho de mostarda. Para arrematar, uns cookies gostosos que eram os preferidos de um dos amigos dos meus filhos quando éramos vizinhos, o Alfredo. 

Enchi uma bacia deles e no intervalo das partidas, ele e outro amigo de infância, o Leandro, se jogaram nos biscoitos, com direito a levar uma marmitinha para as respectivas namoradas, que eu desconfio, chegou incompleta ao seu destino. Terminei a noite fazendo bolo de chocolate para levar de presente para minha nora, sua mãe e a família, não sem deixar o de casa pronto para os filhos e as visitas. Minha amiga Rosa, amiga-irmã de tantas primaveras, aprovou, já que agora, basta pegar o elevador para estar aqui em casa, já que meus filhos moram no mesmo prédio que ela.

O filho mais novo,  ainda batalho para resistir à vontade de colocar no colo e chamar de bebê. Talvez por isso ele me mantenha a uma distância educada de vez em quando, mas adora a xícara de café com leite quente entregue ainda na cama, antes de abrir os olhos. O mais velho, companheiro de todas as horas, comprou para mim um lençol rosa com flores bonitas e quando cheguei, era este mimo que adornava a cama: "Mãe, achei que você ia gostar desse aqui e comprei para lhe receber". 

Tudo bem que algumas pessoas preferem não ter filhos, coisa que eu respeito muito, mas eu jamais seria quem sou se não fosse pela convivência com meus pequenos grandes. Todo o amor que houver nesta vida ainda será pouco para dizer a eles como sou feliz por tê-los como filhos. Então, se você tiver alguns queridos para agradar, ou gostar de uns biscoitos acompanhados de um chá ou café, faça estes cookies. Você vai adorar! 


Cookies do Alfredo (receita adaptada de Cláudia Cozinha)

Ingredientes


2 1/4 xícaras de chá de farinha de trigo peneirada
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio (usei fermento)
14 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3/4 xícara de chá de açúcar cristal
1/4 xícara de açúcar demerara (usei o cristal, mas você pode, ao invés do demerara, usar o mascavo, se quiser)
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de essência de baunilha (opcional)
2 ovos em temperatura ambiente
2 xícaras de chocolate meio amargo em gotas (caso não tenha, use uma barra de chocolate meio amargo de 170 g cortada em pedacinhos pequenos)
Castanhas e nozes picadas (opcional, neste caso substitua uma parte das gotas e/ou pedacinhos de chocolate por elas, na mesma proporção)
Metades de castanhas de caju ou outra de sua preferência (opcional)

Modo de fazer

Misture a farinha peneirada e o bicarbonato numa tigela. Bata o açúcar com a manteiga na batedeira até virar um creme (ou misture os açúcares com a manteiga e bata bem). Junte o sal, a baunilha (se usar) e os ovos inteiros. Bata bem. Junte a farinha de trigo com o bicarbonato, misture bem para que fique homogêneo. Acrescente as gotas de chocolate ou os pedacinhos cortados e misture. Você também pode substituir uma parte do chocolate por castanhas picadas ou nozes, fica muito bom. Passe filme plástico na tigela e deixe-a na geladeira. Caso vá fazer os cookies em seguida, aguarde uns quinze minutos e acenda o forno em 180 graus. Retire a tigela da geladeira e vá colocando porções do tamanho de uma peteca grande (bola de gude grande) em uma assadeira, com distância de 2 cm entre cada montinho, pois eles se espalham ao assar. Se desejar, coloque na parte de cima uma metade de castanha de caju e aperte um pouco. Quando preencher a primeira fornada, retorne a massa na tigela para a geladeira. Não precisa untar a forma, pois a quantidade de manteiga da massa evita que grudem. Leve-os ao forno por 10 a 15 minutos e cuide para que não queimem. Eles não vão ficar escuros na parte de cima. retire-os do forno, aguarde uns minutos e só aí desenforme-os, para que não quebrem. Se sobrar massa, vá sucessivamente preenchendo a assadeira e assando. Você também pode deixar para assar no outro dia, ficam perfeitos. Após esfriarem, coloque-os em um pote bonito e sirva-os com café, chá ou chocolate. Para os meus meninos e amigos, foi no intervalo da cerveja mesmo, não sobrou nada! Bom apetite! 





domingo, 23 de março de 2014

COMER BEM É FÁCIL



O sanduíche já pronto, com pão ciabatta caseiro, tomatinhos e um suco mix para acompanhar...


Ando muito saudosa dos meus filhos. Então, enquanto chega o dia de encontrá-los, o jeito é ir enganando a saudade com bons livros e atividades prazerosas. Sexta passada, precisando de momentos de silêncio, fui na hora do almoço à Livraria Paim, do Manoel e da Luísa, amigos de longa data. O Manoel, que todo mundo só chama de Paim, começou no ofício há muitos anos. Tinha na Universidade uma pequena mesa, sempre apinhada de livros, prontos para a venda. Mas tinha, mais do que livros, o ingrediente principal para fazer sucesso com estudantes não tão providos de recursos: uma fé inabalável na nossa honestidade, que o fazia vender livros "fiado" para quem quisesse comprar.

E todos queriam. Quem não tinha cheque, entrava no caderninho do Manoel. Quatro, cinco, seis vezes... e olhe lá se muito estudante que hoje posa de bacana não tivesse conhecido o Paim pra financiar seus livros. Nada mais justo então, que hoje ele ocupe um prédio confortável, onde dá para sentar e folhear livros, tomando um cafezinho para relaxar após o almoço ou, no meu caso,  minimizar a saudade dos filhos. E, passeando por entre as estantes, meu olhar foi imediatamente atraído para um título nada convencional: "O Mel de Ocara", de Ignácio de Loyola Brandão.

Achei tão inusitado que pensei ter havido um erro de grafia, afinal, Ocara, no Ceará, é um pequenino município distante cento e poucos quilômetros de Fortaleza, já no sertão, lugar que frequentei por muitos anos e onde ainda mora o pai de meus filhos e amigos. Ao pegar o livro e descobrir que o escritor, tão conhecido e premiado, falava exatamente desse pedacinho de Brasil, ao lembrar do sabor de seu ótimo mel, fiquei comovida. É como se o eixo Rio-São Paulo estivesse de vez conhecendo o Brasil, seu povo, suas histórias, sem medo de ser feliz.

Prosseguindo por entre os livros, dispostos numa ordem muito especial, deparei-me com um pequeno volume de Mario Vargas Llosa contendo os textos de seu primeiro livro, "Os Chefes" e uma novela, "Os Filhotes". Ainda puxei pelo braço o livro de Mort Rosenblum, escritor e jornalista, ex-editor da International Herald Tribune, "Um Ganso em Toulouse".
No seu primeiro capítulo, ele já dá uma ideia do conteúdo, quando diz: " Só na França um pão vem com o telefone do apoio técnico e um manual de instruções repleto de filosofia", ao falar de um dos artistas mais respeitados na França, o padeiro Lionel Poilâne, falecido em 2002. As histórias de como a comida é encarada pelos franceses, as dores do fast food e do McDô (apelido do McDonald's na França), entre outros, são um deleite para quem curte ler sobre comida.

E por fim, com um copinho de cappuccino na mão, perdi-me na Antologia Poética de Carlos Drummond de Andrade, poeta maior, gênio reservado cujas palavras explodem os sentidos, atravessam a calmaria e mostram que são capazes de lhe fazer pegar o telefone e declarar o seu amor para o marido, simples assim, com o lindo poema Campo de Flores (veja e escute este poema na bela interpretação de Paulo Autran). 

E para não dizer que só falo de doces, que tal sentar-se no sofá da sala com seus livros preferidos, degustando um belo sanduíche de ciabatta caseira com costela desfiada, tomando um delicioso suco vermelho, mistura feliz do restaurante Greens, lá de Cuzco? A saudade não passou, mas que ficou bem acompanhada, lá isso ficou. 

Sanduíche de costela desfiada no pão ciabatta caseiro, com suco de beterraba, maracujá e manga

Para o pão

01 pão ciabatta, cortado ao meio pelo comprimento
01 tigelinha com tomates cereja temperados com azeite, sal e vinagre
01 porção de costela cozida ou assada no forno, desfiada e refogada com um pouco de alho e azeite ou marinada com uma misturinha de molho de soja, mostarda, vinagre e azeite, a gosto
Fatias de queijo muçarela, a gosto (descobri recentemente que esta é a grafia correta, vai entender)
Manteiga, a gosto, se desejar
Mostarda ou outro condimento, a gosto, se desejar

Modo de Fazer

Passe um pouquinho de manteiga no pão. Coloque a carne, previamente desfiada e já refogada em uma frigideira com alho e azeite. Feche o pão e leve a uma sanduicheira para derreter o queijo. Acompanhe com uma tigela de tomates cereja temperados e condimentos de sua preferência.
Você também pode marinar a carne, já desfiada, com um pouquinho de molho de soja, mostarda e vinagre, além de azeite, a gosto, que dê para envolver a carne. Aí é só misturar bem  e proceder da mesma maneira.

Suco de beterraba, maracujá e manga do Greens Organic

Ingredientes

01 manga Haden, média
02 a 03 maracujás, com as sementes
1/2 beterraba média,ou um pouco mais, se desejar
Açúcar, água e gelo a gosto, caso deseje mais ou menos grosso

Modo de fazer

Em um liquidificador, coloque a beterraba crua, cortada em pedaços, junto com a polpa dos maracujás e a manga, também cortada em pedaços. Se não quiser, não precisa tirar a casca da beterraba e da manga. Acrescente açúcar e água a gosto e algumas pedras de gelo, se desejar. Bata bem, prove, ajuste o açúcar, peneire e tome. Delicioso!


Observações:

Já dei aqui uma receita de ciabatta (veja em http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2014/02/um-novo-momento.html), mas desta vez usei fermento natural à base de passas, feito em casa com as orientações da receita de Rogério Shimura (veja em https://rogerioshimura.wordpress.com/category/fermento-natural-levain/). Mais trabalhoso, sem dúvida, mas o resultado é um sabor mais ácido, delicioso, de um pão que demora muito mais tempo para ficar pronto, mas que compensa as mordidas. Caso não tenha paciência, compre um bom pão e siga com a receita.)

Veja aqui uma receita de costela assada no forno: http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2013/09/costela-ja-pronta-e-antes-ainda-com-os.html)

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Para saber mais:

Greens - restaurante orgânico em Cuzco, Peru - acesse https://www.facebook.com/GreensOrganic

Livraria Paim - www.livrariapaim.com.br

sábado, 22 de março de 2014

DOCE ESTILOSO

O suflê de chocolate, prontinho para ser saboreado...

Acho que já disse aqui, mas se não, estou dizendo agora, que meu cérebro é doce, ou melhor, pensa em doce o tempo inteiro. Não necessariamente para comer, embora eu me perca em qualquer pote de doce de leite escuro e bom ou naquelas compotas de goiaba brilhantes que parecem grandes orelhas. Isso para não falar da banana caramelada de uma churrascaria daqui, a Estrela, a melhor que eu já comi até hoje.

Chocolates, não podem faltar na minha casa. Sempre meio-amargos e às vezes um ao leite muitíssimo bom, como o que ganhei um dia desses de uma amiga querida. De chocolate, tem os brigadeiros e mousses, o bolo cremoso ou o do dia-a-dia, o chocolate quente e o gelado, um pedacinho derretendo no céu da boca para matar a fome de doce...não sou chocólatra, entretanto. Preciso dele por perto, mas passo muitos dias sem comê-lo.

Com o chocolate e o doce de leite, dá para rechear um pão caseiro, outra das minhas paixões. Um bom pão, macio, com um naco de chocolate meio-amargo dentro, que ao ser assado, vira aquele creme molinho, faz a perdição anti-dieta de qualquer cidadão ou cidadã de bem. Portanto, quando um dia desses, ao assistir o ótimo programa da Rita Lobo ( o Cozinha Prática, no GNT), deparei-me com esse suflê mais do que tentador, não tive outro remédio senão ir imediatamente para a cozinha.

O agravante é que não posso comer muito açúcar. E aí, com a sobra dos suflês, que foram assados, mas também podem ser comidos como mousse, incrementei um maravilhoso sorvete de doce de leite que estava a postos no freezer, esperando alguma visita ou mesmo aquela horinha em que precisamos de doce. Basta esfarelar os pedaços e misturar ao sorvete.

Então, mãos à obra e abasteça seu congelador com umas reservas para os momentos de ócio ou para quando a visita chegar sem aviso, é tiro e queda! Sugiro apenas um tantinho a mais de açúcar, caso você não goste de comer o chocolate meio-amargo, ou mesmo a substituição por um com menor teor de cacau. E, claro, se conseguir, coma pouco!



O chocolate, no início do preparo...


Como mousse e antes de assar, quando vira suflê

Ingredientes para os suflês (ou mousses)
(adaptado da receita de Rita Lobo, do Cozinha Prática, no GNT)

160 g de chocolate meio-amargo com 50 % de cacau (usei com 60 %, mas fica bem amargo, se preferir, use um de menor teor de cacau)
01 colher de sopa de cachaça de boa qualidade
04 ovos em temperatura ambiente
1/4 xícara de açúcar refinado
manteiga e açúcar cristal para untar e polvilhar a forma
açúcar de confeiteiro para polvilhar após assado, se desejar 

Modo de fazer

Caso vá fazer a receita como suflê, passe manteiga e polvilhe açúcar cristal (usei o refinado) em quatro ou cinco tigelinhas que possam ir ao forno e reserve. Pique o chocolate e leve-o ao banho-maria até que derreta. Reserve. Passe as gemas por uma peneirinha, acrescente a cachaça e misture-as ao chocolate derretido, depois que ele estiver frio. Reserve. Bata as claras até que espumem, acrescente a metade do açúcar e continue batendo até que tripliquem de tamanho. Acrescente o restante do açúcar e bata mais um pouco. Junte essa mistura ao chocolate, aos poucos, misturando de baixo para cima, em movimentos leves e circulares, para que o ar não se perca. Coloque a mistura nas tigelinhas, limpe as bordas para que o suflê cresça corretamente e deixe-os na geladeira por 24h. Após esse tempo, coloque as tigelinhas numa assadeira, em forno alto (200 graus) até que eles cresçam e fiquem assados, de 15 a 20 minutos, mas é bom conferir com 15 minutos. Retire do forno, polvilhe açúcar de confeiteiro, se desejar. Sirva-os ainda quentes. Caso não vá assá-los, não precisa untar as tigelas e o tempo de geladeira cai para três ou quatro horas antes de servir. Com as sobras do suflê assado, incremente sorvetes, cremes ou o que mais desejar. Uma delícia!

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Para saber mais:

Rita Lobo - http://gnt.globo.com/receitas/Mousse-ou-sufle-de-chocolate.shtml

Churrascaria Estrela - Rua Rui Barbosa, n. 470, Rio Branco, Ac - tel: (68) 32227760



domingo, 9 de março de 2014

PARA RECOMPOR AS FORÇAS


Iogurte com granola caseira, mel e sementes de chia...



Figo seco, damasco, cereja seca, cranberry seca, tâmaras, coco ralado, aveia, linhaça, passas brancas e pretas, gergelim preto


Nozes e nozes pecã, castanhas do Brasil

Eu amo doces. Bolos, biscoitos e qualquer sobremesa melosa que se derrame poderosa com suas caldas densas serão sempre objeto de paixão. Mas, aqui e ali, frutas e grãos, acompanhados de um bom iogurte e um mel de primeira qualidade, saciam lindamente a vontade de comer açúcar e de quebra, deixam a dieta mais saudável.

Então, aproveite para fazer essa granola caseira, baseada em receita do Jamie Oliver e junte as frutas secas e grãos que você tem em casa, adaptando ao seu gosto. Se desejar, faça um bonito pacote e presenteie seus queridos, eles vão amar!

Granola caseira
(baseada em receita de Jamie Oliver, publicada no blog www.pecadodagula.blogspot.com)

Ingredientes

200 g de aveia (usei uma caixinha com flocos grossos)
150 g de nozes variadas (usei castanha do Brasil, noz, noz pecã)
50 g de sementes a gosto (usei gergelim preto e linhaça)
50 g de coco seco ralado ( usei coco ralado e tostado no forno levemente)
150 g de frutas secas variadas (usei tâmaras, passas brancas e pretas, cranberries, cerejas, damascos e figo seco)
01 colher de chá de canela (ou mais um pouco, a gosto)
05 colheres de sopa de mel (usei apenas uma, mas pode aumentar)
05 colheres de sopa de óleo de canola ou milho (usei apenas 04)

Modo de fazer 

Pique todas as frutas em pedaços menores. Reserve. Corte as nozes em pedaços pequenos e reserve. Numa assadeira, coloque a aveia, as nozes picadas, as sementes que você usar e a canela, o óleo e o mel. Misture bem e espalhe numa camada fina. Leve ao forno por 25 minutos ou até que fiquem crocantes, mexendo de 05 em 05 minutos, para que não queimem. Tire do forno, acrescente as frutas secas picadas e mexa de vez em quando até esfriar, para não ter risco de queimar. Deixe esfriar bem e guarde em potes tampados na geladeira ou em sacos de celofane ou latas, para dar de presente. Você pode acrescentar quaisquer outras nozes, frutas secas ou sementes, desde que mantenha aproximadamente a proporção. Para servir, coloque por cima de um bom iogurte natural (veja receita em http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2012/10/iogurte-de-cupuacu.html) e se desejar, acrescente mel e um pouco de chia. Delicioso! Nunca mais você vai querer comprar granola, vá por mim!



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Obs: As frutas secas e grãos estão disponíveis nos nossos supermercados. O figo seco e cranberries e cerejas, você acha na Cia. do Marisco, entre outros petiscos. Algumas sementes, como a de girassol, que usarei na próxima granola, você encontra já descascada no Novo Mercado Velho, nas lojinhas de produtos naturais.

Endereços:

Supermercado Araújo: veja em www.araujosuper.com.br

Cia. do Marisco: veja em https://pt-br.facebook.com/CiaDoMariscoAlimentos

Novo Mercado Velho: veja em 
www.ac.gov.br e pagina20.uol.com.br/08082006/especial1.htm



sexta-feira, 7 de março de 2014

CARNAVAL DE ANTIGAMENTE






O bolo, com pedacinhos da farinha de amêndoas feita em casa e a calda de limão siciliano...
"A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua lindos versos de amor
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar
                    Noel Rosa, Pastorinhas (veja em http://letras.mus.br/noel-rosa-musicas/125752/ )


Até hoje, esta bela canção de Noel Rosa é uma das lembranças mais queridas dos meus carnavais de adolescente começando a ficar adulta. Íamos ao Rio Branco, um clube local, eu e os primos e primas, devidamente acompanhados por um adulto, que era sempre o meu pai. No final da festa, havia uma grossa canja de galinha fervente na casa de minha tia Myosote e depois disso, íamos mortos de cansados tomar um bom banho e dormir até a hora do bloco do sujo.

Havia também o Urubu Cheiroso, bloco cheio de charme e ginga, além da bateria impagável do Abelhal. Era uma farra só, onde a turma da Seis de Agosto, meu bairro de nascença, juntava-se aos foliões que vinham de outros bairros, atraídos pela alegria e pelo som. Eu ficava ainda um bom pedaço em frente ao antigo Hotel Chuí, onde hoje é sede da Prefeitura, depois do bloco da tarde,  até as pernas avisarem que era hora de pegar o beco, ou melhor, o caminho de casa.

De tarde, a companhia eram os primos e amigos. Às vezes, eu me desgarrava um pouco e ia para casa sozinha, já no início da noite, aguardar até a hora do clube, numa energia que nem sei de onde tirava, já que nunca bebi uma gotinha que fosse de álcool. Acho que a idade ajudava muito, porque hoje me canso só de pensar na maratona. Sempre adorei carnaval, principalmente as marchinhas antigas, o frevo e o samba de raiz.

Não sou saudosista, gosto do presente, mas me encho de saudades ao lembrar dessa época em que a maior preocupação era se o dinheiro ia dar para comprar os aviamentos das fantasias que improvisávamos. Para isso, íamos sempre na dona Silvia, que tinha uma banca lá pelo Mercado, um caos total que só ela entendia, mas onde se achava de tudo, da meia arrastão às purpurinas. 

Hoje, ando meio preguiçosa, embora aqui e ali participe de um bom baile nos moldes de antigamente, puxado a máscaras, serpentinas e confetes. Mas, nesse Carnaval estou de repouso forçado em casa, me recuperando de dores no braço e aproveitei para colocar algumas receitinhas que já deviam ter sido postadas e a falta de tempo impediu. Por isso, depois da farra, aproveite para brindar os seus queridos com uns agrados de derreter corações!


Bolo de amêndoas, polenta e limão siciliano da Nigella  (retirado do blog A cozinha coletiva, ligeiramente adaptado)

Explico: conheci esse bolo no blog do Richie, um arquiteto doceiro dos bons, que por sua vez o tirou das receitas da Nigella...)
Esse é daqueles bolos que não se esquece jamais e que merece ficar sempre no repertório de qualquer doceira que se preze: molhadinho, delicioso com uma xícara de café...


Ingredientes

Para o bolo

200 g de manteiga sem sal
200 g de açúcar
200 g de amêndoas moídas (Usei 162 g de amêndoas cruas, fervidas por 1 minuto, depois esfregadas para retirar a pele, levadas ao forno só para secar e batidas no liquidificador. deu quase 1 xícara)
100 g de farinha de milho para polenta
1 1/2 colheres de chá de fermento químico
03 ovos em temperatura ambiente
raspas de 02 limões sicilianos

Para a calda

suco de 02 limões sicilianos
125 g de açúcar de confeiteiro (atenção, não usar o impalpável. Usei 1 xícara quase cheia)

Modo de fazer

Ligue o forno em 180 graus. Numa tigela, bata muito bem a manteiga com o açúcar. Em outra tigela, junte a farinha de milho para polenta, as amêndoas moídas e o fermento. Misture alternadamente à manteiga com o açúcar e junte um ovo de cada vez, até ficar homogêneo. Adicione as raspas de limão e leve ao forno até assar. Numa panelinha, junte o suco de limão com o açúcar de confeiteiro e leve ao fogo até que ferva e o açúcar derreta. Quando retirar o bolo do forno, despeje imediatamente a calda quente. Aguarde esfriar para desenformar. Polvilhei por cima um pouquinho de açúcar de confeiteiro, mas nem precisa. É uma delícia, experimente!

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Para conhecer o ótimo blog do Richie, acesse:

http://www.acozinhacoletiva.blogspot.com.br/ 

e da Nigella: www.nigella.com



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SALADA IMPROVISADA

A saladinha, pronta para degustar...


Existe pelo menos uma coisa,  a meu ver,  que diferencia as pessoas comuns daqueles chamados "loucos por cozinha", entre os quais me incluo. É a capacidade insuperável de experimentar e ficar como criança quando qualquer dessas experiências é bem-sucedida. Cozinhar para mim, é um ato de extremo carinho e aconchego. Não me vejo fazendo comida para o inimigo. Não me vejo alimentando alguém pelo qual não tenho respeito. 

E mesmo quando faço comida para mim, quero que o prato esteja arrumado. Não consigo comer "gororoba", com o perdão dos adeptos das comidas atacadas de madrugada, geladas, misturadas no fundo da frigideira com um ovo mole. Quando o cidadão ainda consegue fritar o ovo, é claro. Quando não, sei de primos e irmãos que na calada da noite misturavam colheres de arroz e feijão, um pouco de farinha e carne e em pé mesmo, mandavam ver.

Claro, comidinhas assim tem o seu valor e uma boa dose de memória afetiva e há quem não as troque por nada no mundo. Fosse comigo, na era pré-microondas, cada grão de arroz ou pedacinho de carne seria rigorosamente esquentado em panelinha separada, arrumado no prato um do ladinho do outro, sem mistura. Mas, é claro, nada tenho contra a "'gororoba". O fato de não conseguir comer não me tira o respeito por ela, que fique claro. Meu marido mesmo adorava comer umas misturas de arroz, feijão, ovo e Miojo, tudo junto e misturado.

E então estou eu, num domingo de noite à frente da televisão, vendo o ótimo programa de um chef  israelense/britânico chamado Yotham Ottolenghi, quando ele apresenta uma linda salada de figo, laranjas e queijo, em visita à ilha de Maiorca, na Espanha. Não resisti. Da receita original, só tinha em casa limão siciliano, laranja meio azeda e orégano fresco, mas quem é que para o bichinho da experimentação? No lugar dos figos frescos, pêssego (e de lata)! No lugar do queijo macio, um mais duro, embora fresco.

Apesar do improviso, o sabor ficou delicioso. Recomendo experimentar, como jantar leve. Se a quantidade de alho cru não lhe agradar, diminua um pouco. Adoro alho, mas cru não me faz tão bem e na próxima reduzirei um pouco mais. E quando aparecerem figos no supermercado, repetirei a dose, com um queijo mais macio. 

E da próxima vez, antes de fazer a mistura de arroz e feijão gelado, com um pouquinho de farinha e ovo para dar liga, experimente esta saladinha rápida e deliciosa!





Salada improvisada (baseada na receita do chef Yotam Ottolenghi)

Ingredientes

Para a salada

01 laranja sem casca e sem a parte branca, sem caroços, cortada em rodelas finas
Algumas metades de pêssego em lata, a gosto (experimente fazer com a fruta fresca, se encontrar)
04 colheres de sopa de açúcar

Para o molho

O caramelo que sobrou na frigideira
01 1/2 colher de chá de suco de limão siciliano
01 colher de chá de cachaça
1/2 dente de alho pequeno amassado
Queijo fresco, em cubos, a gosto (aproximadamente uma fatia bem grossa)
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
Azeite a gosto
Folhinhas de orégano fresco, a gosto (se não tiver, use um pouquinho de orégano seco)

Modo de fazer

Numa frigideira de fundo grosso, coloque as quatro colheres de sopa de açúcar, até formar um caramelo não muito escuro. Não deixe queimar. Arrume as fatias de laranja e as metades de pêssego, para que fritem levemente, por aproximadamente 30 segundos de cada lado. Retire as frutas para uma travessa. Desligue o fogo, passe o que sobrou do caramelo quente para uma molheira, acrescente imediatamente o alho amassado, o suco de limão, o azeite e a cachaça, mexendo bem. Coloque sal e pimenta, a gosto. Arrume as frutas num prato de servir ou travessa, coloque os cubos do queijo que for utilizar, regue tudo com o molho e salpique as folhinhas de orégano. Sirva com pão, se desejar. Delicioso! 

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Para saber mais sobre o chef Yotam Ottolenghi:

http://en.wikipedia.org/wiki/Yotam_Ottolenghi