sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

COMIDA DE ALMA VAI SEMPRE BEM







A torta já pronta, a massa sendo aberta e o recheio sendo preparado...bom demais!


A colunista, escritora e dona de um famoso buffet, Nina Horta, tem uma definição precisa para a comida que conforta e acalma, no seu livro Não é Sopa: comida de alma. E dá alguns exemplos, como a canja de galinha e purê de batatas. Mas é claro que cada pessoa tem sua própria versão de comida de alma, aquela que é capaz de te levar para os braços de alguém querido, acabar com qualquer angústia e te deixar preparado para qualquer batalha, nem que seja o simples ato de levantar e ir para a rua.

Cá comigo, qualquer sobremesa quente, ou mesmo morna, servida com calda ou sorvete, tem o dom de me deixar de bem com o mundo. Aquela sensação de bem-estar ao mergulhar a colher em um bom pedaço de torta, que vai se espalhando pelo corpo, aquele doce amornando a boca, me dá vontade de fechar os olhos, esticar as pernas e esquecer que o mundo é mundo. Existem aquelas pessoas que se empanturram de doce o tempo inteiro. Eu não. Mas, confesso, se pudesse, passaria grande parte do meu tempo produzindo, testando doces.

Como em todo domingo, me dou ao luxo de acordar um pouco mais tarde quando o corpo pede, tomar sossegadamente um café com algum petisco e ler os jornais do dia. Só depois desse ritual é que o dia começa. E esse último, que começou com um belo sol de fritar ovos no asfalto, de repente acinzentou-se e umas pancadas de chuva amenizaram o calor já meio insuportável. O acompanhamento do café, uma bela fatia da torta de maçã feita no dia anterior e guardada embrulhadinha na geladeira, acalmou minhas saudades dos filhotes que estão longe.

Ela é fácil e compensa a paciência de cozinhar com calma as maçãs. Servi-a com uma calda doce, na verdade um leite de castanha do Brasil reduzido no fogo, mas acho que prefiro mesmo comê-la com uma boa porção de creme de leite batido com limão, só para fazer o contraponto do doce. Mas, nada contra comê-la com a caldinha de castanha, ficou bem interessante.

Uma tarte Tatin pescada de Patrícia Wells, escritora e crítica gastronômica cujos livros adoro, com a devida licença poética: deixei para lá as peras sugeridas e usei maçãs, como no original das irmãs Tatin e acrescentei baunilha e um pouco de rum à calda. Fiz dois acompanhamentos: um leite de castanha reduzido, que virou uma caldinha rala e levemente adocicada e um creme de leite com limão, que na minha opinião acompanhou melhor a doçura do prato.


Mingau de banana comprida (ou da terra) na caneca de ágata...mais acolhedor, impossível!


Mas nem só de torta de maçã vivemos nós, então sempre que posso coloco umas bananas compridas maduras com água e uma pitada de sal no fogo, deixo cozinhar, retiro as cascas e passo no liquidificador com a água do cozimento, um pouco de leite em pó, uma pitadinha de sal e uma colher de sopa de açúcar, caso seja necessário. As sementes, não as retiro por gosto pessoal, mas fique à vontade. Coloco em uma boa caneca de ágata, polvilho com canela em pó e me sinto mais do que abraçada. Essa dica de usar a água do cozimento e o leite em pó emprestei-a de dona Neuza, minha sogra. É tão bom que parece um abraço!

Experimente, é fácil!

Torta de maçã das irmãs Tatin
(baseada na receita de Patrícia Wells, Cozinha de Bistrô)

Para a massa (suficiente para uma forma redonda de mais ou menos 24 a 25 cm)

1 a 1 1/4 xícaras de chá de farinha de trigo
07 colheres de sopa de manteiga sem sal, gelada, em pedaços
01 pitada de sal
03 colheres de sopa de água bem gelada

Para o recheio de maçãs

10 maçãs nacionais, descascadas, sem sementes, cortadas em quatro
06 colheres de sopa de manteiga sem sal (pode ser necessário colocar um pouco mais)
1/2 xícara de chá de açúcar (pode ser necessário colocar um pouco mais)
1/2 fava de baunilha (só as sementes) ou 01 colher de chá de essência de baunilha (prefiro não usar essência artificial. Se você não tiver a fava, pode colocar um pouco de canela ou nenhuma essência, ou outra de sua preferência)
02 a 03 colheres de sopa de rum (como mudei o recheio, acrescentei a baunilha e o rum)

Para o leite de castanha do Brasil

200 g de castanha do Brasil, crua mas não fresca
03 xícaras de água
02 a 03 colheres de chá de açúcar
01 pitada de sal

Modo de fazer

Para a massa

Numa tigela (é melhor usar o processador, mas eu não tenho), coloque 01 xícara de farinha, a manteiga e o sal. Se usar o processador, bata durante uns dez segundos. Caso contrário, misture com as pontas dos dedos os ingredientes com cuidado, até virar uma farofa grossa. Coloque a água gelada e se for necessário, um pouquinho mais de farinha. Coloque a massa entre duas folhas de papel manteiga, passe o rolo e forme um disco. Leve à geladeira até o momento de usar.

Para o recheio

Numa frigideira grande ou forma redonda, coloque as maçãs, a manteiga e o açúcar. Borrife o rum (se usar) e coloque a baunilha, se usar. Em fogo médio, vá mexendo as frutas delicadamente, até que elas cozinhem e caramelizem um pouco. Se notar que não há mais calda na frigideira, é necessário colocar um pouquinho mais de açúcar e manteiga, mantendo a proporção. Deixe que as maçãs cozinhem até ficarem douradas, mas sem queimar. Reserve.

Para o leite de castanha do Brasil

Leve ao liquidificador todos os ingredientes e bata bem. Peneire em peneira bem fina. Guarde o bagaço para usar em outras preparações ou congele e use em vitaminas ou sucos. Leve o líquido ao fogo baixo e deixe reduzir. Se for preciso, coloque um pouquinho mais de açúcar, mas não demais. Não é para ficar muito doce. O líquido vai talhar um pouco. Desligue o fogo e bata no liquidificador para homogeneizar. Sirva com a torta, se desejar.

Para a torta

Ligue o forno em temperatura alta. Arrume os pedaços de maçã com a parte das sementes para cima, formando um desenho na forma. Coloque a calda. Retire a massa da geladeira e em superfície enfarinhada, passe o rolo (ou faça isso direto no papel manteiga) até que a massa fique com um diâmetro um pouquinho maior do que a forma. Arrume a massa por cima das maçãs e o pedaço que passar, dobre por cima. Não deixe passar muito. Leve ao forno alto até que a massa fique dourada. Retire do forno e desenforme imediatamente, com cuidado, no prato de servir. Caso algum pedaço de maçã fique preso na forma, descole-o com cuidado e arrume-o no prato. Sirva quente, morno ou em temperatura ambiente com uma porção de leite de castanha adoçado e reduzido ou creme de leite batido com um pouco de suco de limão. Deliciosa!


*************************************************************************
Para saber mais:

Cozinha de Bistrô - Patrícia Wells, Ediouro, edição de 2005 

Não é Sopa - Nina Horta, Cia. das Letras, edição de 1996, 1a. reimpressão

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

VERDE QUE TE QUERO VERDE






Macarrão de jambu, servido com jambu ao alho e azeite...

O refogado com alho para passar o jambu fresco, a massa descansando e os fios de macarrão depois de cortados à mão, prontos para serem cozidos depois de desenrolados 


Estou bem atrasada com as matérias do blog e peço desculpas aos amigos, pois não consegui postar a receita na manhã do dia seguinte, conforme havia prometido. Mas, antes tarde do que nunca. Fiz essa massa de noite, cozinhei a bela porção que se vê acima e o restante guardei na geladeira bem polvilhada com farinha de trigo, em um saco plástico. No outro dia, ou seja, ontem de noite, ela virou parte de um pequeno jantar, e o seu colorido vibrante de sabor suave agradou em cheio aos amigos.

Tenho, por necessidade física, de evitar muitos esforços com braços, pernas e pés. Não, não é a crise da meia-idade, apesar dos cinquenta anos recém-completados. É que sou rebelde e teimosa de nascença e tenho exagerado na dose, mesmo com alguns probleminhas nada confortáveis, que estão em plena crise: Ler/dort, joelhos comprometidos e esporões de calcâneo. Nada mau, mas o resto vai bem, graças a Deus.

Por conta disso, tenho que me poupar, inclusive e principalmente para fazer pão e massa. Por sorte, arranjei um ajudante de peso, que não cozinha, mas é amoroso o suficiente para fazer força por mim. E degustar os resultados, claro, com uma confiança de fazer inveja. Venho, como já disse algumas vezes aqui, de uma família que adora comer e cozinhar. Cresci com os sentidos muito atentos aos sabores e cheiros das cozinhas de casa e das tias, cada uma com suas especialidades. Comida sempre teve, para mim, sabor de afeto, de festa familiar, de encontro.

Há tempos queria experimentar fazer uma massa com o jambu. O pontapé para isso veio com uma foto no instagram onde minha amiga Neide Rigo postou um macarrão colorido com as folhas, feito por um amigo. Não havia receita. Então resolvi ir para a cozinha e experimentar. O resultado ficou suave e bonito. Acrescentei então o jambu refogado, o que potencializou a cor do prato, mas é claro que você pode usar o que quiser, pato, carne ou mesmo frango, cozido, desfiado, com um molho bem consistente. Usei jambu muito fresco e tenro, ainda sem as florzinhas, o que deu muita delicadeza ao prato. Quem provou, aprovou.

Portanto, força nos músculos e aproveite para experimentar. Fiz um talharim caseiro e cortado na mão, mas nada impede que a massa possa ser usada para ravioli  ou qualquer outra que possa ser recheada. Mãos à obra, é uma delícia!


Macarrão de jambu com jambu ao alho e azeite

Para a massa

2 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 ovos
02 maços pequenos de jambu, com talos e flores, se houver
02 colheres de sopa da água de cozimento do jambu
Sal a gosto

Para o jambu refogado

04 maços pequenos de jambu, com talos e flores, se houver
Alho a gosto
Sal a gosto
Azeite, o necessário

Modo de fazer

Para a massa

Numa panela com pouquíssima água, coloque os dois maços de jambu e afervente-os. Deixe esfriar e coloque-os no liquidificador, sem espremer,  junto com os dois ovos, o sal e as 02 colheres de sopa da água do cozimento. Bata muito bem até que vire um líquido bem homogêneo. Não precisa coar. Deverá dar aproximadamente 1 xícara e 1 colher de sopa. Numa tigela, coloque a farinha, abra um buraco no meio e acrescente o líquido. Com os dedos, faça movimentos rotatórios, até incorporar toda a farinha. A massa deve ficar firme e formar uma bola. Sove um pouco até que ela fique sedosa e elástica. Deixe coberta com um pano ou numa tigela com plástico filme por pelos menos trinta minutos. Após esse tempo, divida a massa em duas partes. Reserve uma das partes coberta enquanto manuseia a outra. Passe pela máquina de macarrão na espessura mais grossa duas ou três vezes, dobre-a e passe mais duas ou três vezes até ficar bem sedosa. Polvilhe sempre a massa e se for preciso, também a máquina com bastante farinha de trigo, para que não grude. A partir daí, vá reduzindo a espessura da máquina até que fique bem fina. Se sua máquina tiver o acessório para espaguete e talharim, use-o, se for fazer essa massa. Caso contrário, corte tiras de massa do mesmo tamanho, polvilhe bastante farinha entre elas, enrole-as como rocambole e corte com a faca formando rolinhos, do tamanho desejado. Desenrole-os com cuidado, sempre polvilhando farinha, para que não grude. Use de preferência no mesmo dia, ou guarde na geladeira em saco plástico, polvilhando com bastante farinha, para não grudar. Com essa massa, você pode fazer lasanha ou qualquer outra de sua preferência.
Para cozinhar os fios, coloque bastante água para ferver em uma panela grande, sal a gosto e quando levantar fervura, despeje os fios de macarrão. Quando subirem, estão prontos, é muito rápido. Escorra-os e utilize com o molho. Se houver excesso de farinha, passe-os de forma muito rápida em outra água fervente, apenas para retirar o excesso.

Para o jambu refogado 

Lave muito bem os maços e retire as partes que tenham raízes ou estejam machucadas. Corte os pedaços de talo que não tenham folhas e se eles forem tenros, corte-os bem miudinho para juntá-los ao molho, eles ajudam a dar uma crocância. Numa frigideira larga, coloque o azeite e alho a gosto. Frite levemente e acrescente o jambu. Deixe fritar levemente, salgue a gosto e misture à massa pronta. Caso a frigideira seja pequena, faça de duas ou três vezes. É importante que o jambu não cozinhe e sim seja frito. Para isso, faça um pouco de cada vez, para que ele não solte água. Fica delicioso!  




quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

AOS CINQUENTA, MAS SEM RECEITA

Escrevi esse texto no dia 05 de janeiro último, por ocasião do meu aniversário. Gostei de tê-lo escrito e quem o leu se sentiu acolhido. Fazer cinquenta anos não é tão difícil hoje em dia. Mas nem todos conseguem chegar a essa idade rodeados de amigos e com uma família carinhosa. Por isso, quis reproduzi-lo aqui. Fiz brigadeiros, sorteei pelo facebook, o que foi bem divertido e assim estou, recebendo ainda telefonemas e felicitações, o que me enche de alegria. Então, muito obrigada a todos pelo carinho, por acompanharem o blog e meus escritos, por participarem com sugestões e principalmente por serem cúmplices nessa coisa gostosa que é cozinhar. Mas cozinhar com a alma. Obrigada!

A caixinha de brigadeiros, ganha no sorteio por uma amiga querida...

O TEXTO:

Como já disse antes, só existe um dia na vida de cada um para se fazer cinquenta anos e o meu, apesar de estar quase acabando, é hoje. Não fiz festa. O dia, que começou com um amoroso abraço do meu marido e uma bela conversa ao telefone com uma amiga querida, só continuou me dando alegrias. O almoço, compartilhado por marido, filho mais novo e pais, me permitiu relembrar estórias e afetos, além de uma grande coincidência: encontrar vários amigos queridos no mesmo lugar e me fortalecer com mais carinho e abraços.

No dia anterior, fui recepcionada em um almoço de família por um parabéns improvisado e de surpresa que me levou às lágrimas e me deu a exata sensação de pertencimento. Sim, sou de um lugar, sou de uma família carinhosa, sou dos cheiros dessa mata e dessas plantas, posso sentir felicidade. Amo cozinhar. Experimentar temperos, sentir sabores, me permite acolher e ser acolhida. 

Trago do livro Açúcar, de Gilberto Freyre, uma escrita: "Há um gosto todo especial em fazer preparar um pudim ou um bolo por uma receita velha de avó. Sentir que o doce cujo sabor alegra o menino ou menina de hoje já alegrou o paladar da dindinha morta que apenas se conhece de algum retrato pálido mas que foi também menina, moça e alegre. Que é um doce de pedigree e não um doce improvisado ou imitado dos estrangeiros. Que tem história. Que tem passado. Que já é profundamente nosso. Profundamente brasileiro. Gostado, saboreado, consagrado por várias gerações brasileiras. Amaciado pelo paladar de nossos avós."

Por isso, ao pensar nessa carga profunda de afeto que o fazer um doce e ofertá-lo a alguém querido significa, resolvi fazer um novo sorteio, desta vez de uma caixinha de brigadeiros, amado e cobiçado e jamais deposto de seu trono. Certo, com chocolate meio amargo e sem gordura hidrogenada, mas ainda assim, de lamber o beiço, assim eu espero. Para concorrer, é claro, é preciso chegar ao final desse texto e descobrir que tem um sorteio. E aí é só curtir e torcer. Estou aguardando! Muito obrigada a todas e todos os amigos e familiares por tanto carinho. Sinto-me feliz e valorizada e devo isso a todos vocês, obrigada! Que venham os cinquenta e um!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

LÁ VEM O PATO...







Não tenho tido muito tempo para escrever aqui, mas as receitinhas tem saído. Então, vou tentar postá-las aos poucos, para dividir com vocês os sabores e as experimentações. Daqui de onde escrevo vem o cheiro do bolo de Natal, ainda perfumando a sala, pois nos atrapalhamos, minha cunhada e eu e havia bolos demais para gente de menos. Então, tenho mandado porções de presente para os amigos, como forma de minimizar a falta de planejamento dos doces.

Antes do Natal, fiz um ravioli bem caseiro, recheado de pato desfiado e com um molho de castanha que ficou muito saboroso. Simples e fácil de fazer para quem encara os desafios da cozinha e tem uma máquina de fazer massa em casa, ainda que a minha não tenha ajudado muito. Não tive tempo de postar a receita mas a transcrevo aqui agora. Ainda dá tempo de testar, fica uma delícia! Rendeu uns quarenta ravioli e ainda sobrou um pouco de recheio, que pode ser usado em outras preparações. Mãos à obra, ou melhor, à massa!


Ravioli de pato com molho de castanha do Brasil

Para a massa

200 g de farinha de trigo
02 ovos inteiros
01 pitada de sal

Para o recheio

1,2 kg de pato (ou pata), temperado com sal, pimenta do reino, alho, uma pitadinha de colorau e uma colher de sopa de vinagre
Coentro e cebolinha bem picadinhos, a gosto
01 dente de alho amassado
02 colheres de sopa de cebola bem picadinha
Azeite a gosto

Para o molho

3/4 de xícara do caldo de cozimento do pato, de preferência retirada um pouco da gordura
1/4 xícara de água
1/4 xícara de farinha de castanha (pode bater rapidamente as castanhas no liquidificador até virar uma farinha grossa)

Modo de fazer

De preferência, tempere os pedaços de pato na véspera, com o sal, pimenta do reino, alho, o colorau e o vinagre. Mexa bem e deixe descansar na geladeira. Caso não seja possível, deixe o pato com os temperos por pelo menos 30 minutos, mexendo de vez em quando.
Numa panela de pressão, coloque os pedaços do pato com a marinada e refogue por alguns minutos, sem tampar, mexendo de vez em quando. Após esse tempo, acrescente água fervente sem deixar que o líquido cubra totalmente os pedaços. Deixe cozinhar na pressão por 15 minutos, verifique e se for preciso, deixe um pouco mais até que os pedaços estejam cozidos. Se necessário, coloque um pouco mais de água e ajuste o tempero. Reserve o caldo para o molho e desfie o pato, retirando pele e ossos. Numa panela larga, coloque um pouco de azeite, o alho amassado e a cebola, deixe alguns minutos, coloque o coentro e a cebolinha picados e o pato desfiado. mexa por alguns minutos e desligue o fogo. Se preciso, coloque algumas colheres do caldo, para que não fique ressecado. Deve ficar úmido. Reserve até a hora de rechear os ravioli.

Para o molho

No liquidificador, coloque o caldo reservado, a água e a farinha de castanha. Deixe bater bem. Não coei, mas se desejar, pode coar. Coloque por cima dos ravioli na hora de servir. Se necessário, esquente um pouco o molho e se desejar, coloque um pouco mais de água. Acrescente cebolinha picada por cima dos pratos (opcional). Bom apetite!!

domingo, 23 de novembro de 2014

HORA DE SER SAUDÁVEL




Para não dizerem que esqueci os alimentos saudáveis aqui no blog, experimentem essa receitinha fácil, rápida e que pode sofrer alterações de acordo com a vontade do freguês ou dos legumes disponíveis. Arroz integral com cevadinha, sempre uma delícia, com legumes e verduras. Um pouquinho de azeite, um ovo cozido ou atum dão uma descansada daquele velho filé com fritas. E é muito fácil de fazer, além das sobras servirem para incrementar qualquer saladinha ou mesmo fazer bonito no bolinho de arroz. Experimente!





Arroz integral com cevadinha e legumes

Ingredientes

Para o arroz

3/4 xícara de chá de arroz integral cru
1/4 xícara de cevadinha crua
1/2 cebola picadinha
2 dentes de alho amassados para o arroz e 1 dente pequeno para a couve
1/2 cenoura cortada em cubos pequenos
1 fatia grossa de abóbora cabutiá em cubinhos pequenos
1/4 xícara de brócolis em florzinhas miúdas
2 folhas de couve manteiga cortadas bem fininho
1/4 xícara de pimentão amarelo cortado em cubinhos pequenos
Salsinha e cheiro verde picadinhos, a gosto
1/2 maço de agrião, picado
Caldo de legumes o quanto baste
(você pode acrescentar vários outros vegetais e legumes, se desejar)
02 colheres de sopa de óleo
Sal a gosto
Azeite a gosto
Ovos cozidos ou atum, para acompanhar (opcional)

Modo de fazer

Para os legumes e verduras


Numa assadeira, coloque azeite e fatias de abóbora cabutiá com casca para assar, com um pouco de sal e pimenta e pitadas de noz moscada. Essa abóbora pode servir de acompanhamento para qualquer prato. Retire uma fatia depois de assada e pique em pedacinhos, com casca. Reserve. (Se não quiser fazer uma quantidade maior, corte em cubinhos a fatia pedida e cozinhe no vapor. reserve até a hora de usar). Enrole as fatias de couve e corte em tirinhas bem finas. refogue-as em um pouquinho de azeite e um dente de alho amassado. Reserve. 

Para o arroz

Numa panela de fundo grosso, coloque duas colheres de sopa de óleo, os dois dentes de alho amassados, a cebola picadinha e o arroz e a cevadinha crus. Refogue por alguns minutos, acrescente o sal, misture, acrescente a cenoura e coloque o caldo de legumes até cobrir ligeiramente os grãos. Após uns cinco a dez minutos, verifique o caldo para ver se precisa acrescentar mais um pouco e coloque as florzinhas de brócolis, o pimentão, a abóbora, salsinha e cheiro verde a gosto e o agrião picado. Ajuste o sal e mexa ligeiramente. Vá colocando mais caldo, se necessário, até que os grãos fiquem cozidos, mas ainda firmes. Na hora de servir, acompanhe com a couve preparada por cima do prato e ovos cozidos ou atum. Uma delícia!   



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

JOGANDO A PREGUIÇA DE LADO

O filé, arroz e batata, já no prato...

Pudim de cupuaçu com caramelo de emburana, bom demais...


O melaço de tâmara para o molho...



Tenho voltado a cozinhar aos poucos, reorganizando meu tempo de maneira mais proveitosa, testando umas coisinhas aqui, outras acolá. Mas até cozinhar, fotografar, escrever e publicar, tenho tido uma certa resistência. Chamo de preguiça, mas não sei se o nome pode ser exatamente esse. Diria que antes, trata-se de não funcionar no automático. É preciso estar descansada, com a mente limpa e o coração alegre para escrever sobre comida. Pelo menos no meu caso. Talvez por isso jamais pudesse fazer da arte de escrever um ofício.

Admiro demais aqueles artesãos que chova ou faça sol, estão atentos e a postos para produzir a notícia, ou melhor, descrevê-la, torná-la pública, fazer dela algo palatável, mesmo que sejam grandes tragédias. Eu não. Escrevo apenas quando posso fazê-lo de uma vez só, sem tomar fôlego, sem pensar muito, apenas deixando que as palavras saiam, as letrinhas aperreadas se juntem depressa para que eu não perca o ritmo nem o mote, como diria um bom nordestino.

Conheci há muitos anos no interior do Ceará um poeta desses. Já falecido, costumava beber todas e mais um pouco, mas chegava nas rodas de amigos e conhecidos sempre com o mesmo pedido: "Qual é o mote?" E ao que alguém da roda sugeria um tema, o famoso mote, ele prontamente não se fazia de rogado e ali mesmo, naquela roda, ia desfiando os versos de cordel, sempre combinando e sempre provocando gargalhadas ou suspiros. Era um exibido, o danado, mas dava certo e nos divertia a todos nas noites ainda calmas do interior. 

É preciso estar atento e forte, como já disse o Caetano. É preciso colocar um pouco de alma no tempero, sentir os cheiros, perder-se na comida para que dali se extraia o melhor. Mas é claro, não é preciso filosofar o tempo inteiro, fazer uma pajelança ou invocar todos os santos para fazer comida boa. É preciso apenas, na minha opinião, ter sensibilidade. E estar bem. Cozinhar para mim é um ato de amor. Sentir o que cada sabor provocará, que comentários, quem gostou e quem não gostou tanto assim, exige paciência.

Talvez seja esse o grande desafio da cozinha profissional. Manter a alma aberta e a emoção à flor da pele, ainda que seja para fazer aquela tigela de mingau quentinho com muita canela nas noites de chuva. Que é claro, não é servida no restaurante, mas que conforta, conforta. Talvez tudo na vida seja mesmo isso, não deixar que a rotina, o automático, tomem de conta. Estar sempre aberto ao novo, ao reinventar-se, tirar o sapato e pisar no chão molhado, conversar com alguém na rua sobre a melhor forma de cozinhar o feijão, ser feliz. Ou pelo menos, estar aberto à ideia de felicidade. Permitir-se. E para celebrar, que tal produzir um caseiro jantar especial, convidar aquela pessoa querida ou se dar de presente uma comidinha feita com carinho?

Compre umas flores, uma toalha bonita, o prato mais vistoso, coloque uma música legal...e me mande dizer dos resultados!!  

Jantar para celebrar    

Ingredientes

Para o arroz

(Aqui, vão indicações. Esta quantidade de arroz serve até quatro pequenas porções)

01 xícara de arroz cru, depois cozido da forma tradicional, refogado com um pouco de alho
04 nozes pecãs cortadas miudinho
04 nozes picadinhas
01 castanha do Brasil, picadinha
06 avelãs picadinhas
01 damasco picadinho
01 tâmara picadinha
Um punhado de passas brancas
02 colheres de sopa de manteiga
Sal, se necessário

Para o filé

06 bifes bem grossos de filé (utilize o filé já limpo, sem as pontas)
Azeite, sal e pimenta do reino a gosto
01 colherinha de manteiga

Para o molho do filé

04 colheres de sopa de cebola picadinha
02 colheres de sopa de azeite
04 colheres de sopa de vinagre balsâmico
01 a 02 colheres de sopa de mel
03 colheres de sopa de melaço de tâmara (usei um melaço pronto, da marca Zeenny, adquirido na Cia. do Marisco, vide abaixo)
04 colheres de sopa de água
01 pitada de sal 
01 colher de sopa de manteiga 

Para a batata

04 batatas grandes e longas, cortadas ao meio pelo comprimento
Manteiga e azeite o quanto baste (usei manteiga de garrafa, mas pode ser manteiga normal)
Sal a gosto
Queijo parmesão ralado na hora, a gosto

Para o pudim de cupuaçu

03 ovos
01 lata de leite condensado 
A mesma medida de leite integral
01 pitadinha de sal
1/2 xícara de polpa de cupuaçu in natura (usei a fruta fresca, sem água, o que dá um sabor mais forte. Caso use a polpa congelada, sugiro bater dois pacotinhos com o leite e provar o sabor)
3/4 de xícara de açúcar, aproximadamente, para a calda do pudim

Para o caramelo de emburana (opcional)

(usei como referência desse caramelo a receita do Thiago Castanho, no ótimo livro de sua autoria Cozinha de Origem. Mas não segui as proporções de sua receita e usei emburana, ao invés de cumaru)

1/2 xícara de açúcar, aproximadamente
1/4 xícara de creme de leite de caixinha
04 colheres de sopa de essência caseira de emburana (sementes de emburana deixadas de molho em vodka)
01 pitadinha de sal


Modo de fazer 

Para o arroz

Numa frigideira grande, coloque as nozes e nozes pecã, castanhas e avelãs junto com a manteiga, mexendo sem parar, até que tostem um pouco. Acrescente o arroz cozido, o damasco e a tâmara picadinhos e as passas. Misture um pouco, ajuste o sal, se necessário e reserve aquecido até a hora de servir.

Para o filé 

Numa chapa de ferro ou frigideira grossa, coloque azeite, deixe esquentar um pouco e coloque os bifes, no máximo dois a dois. Eu tempero na hora, com sal e pimenta, de um lado só. Frite por uns 03 a 04 minutos de cada lado. Veja o ponto de sua preferência, para que não fique cru nem passe do ponto. Uma boa dica é apertar o centro da carne, de leve. Se oferecer pouca resistência, está mal-passado e se resistir ao toque, sem afundar muito, já está bem no ponto. O ideal é deixá-lo ainda mal-passado, pois se demorar para servir, é possível passá-los rapidamente na frigideira, sem que a carne fique dura.(Mas fique atento ao seu gosto pessoal). Após a fritura, coloque em travessa aquecida até servir e por cima de cada um deles, uma colher de chá de manteiga. Se for servir em seguida, acrescente uma colher do molho por cima, deixe uns dois minutos e sirva.

Para o molho do filé

Numa frigideira de fundo grosso, refogue a cebola no azeite até murchar. Não deixe dourar. Acrescente o vinagre balsâmico, o mel, o melaço de tâmara, a água e o sal. Deixe reduzir em fogo baixo, até que encorpe. Ajuste o sal e se necessário, coloque um pouquinho mais de água. Coloque a manteiga e desligue o fogo. esse molho fica bem concentrado e não rende muito, mas é suficiente para essa quantidade de carne. Coloque um pouco em cima de cada bife, na hora de servir e se sobrar, deixe o restante em uma tigelinha, para que os convidados possam colocar um pouco mais, se desejarem.

Para a batata

Afervente as batatas em água e sal. Retire-as da panela, enxugue-as e arrume-as numa assadeira já previamente untada com manteiga. Coloque por cima azeite a gosto, 01 colher de sopa de manteiga para cada metade de batata e polvilhe queijo parmesão ralado na hora, a gosto. Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio por dez a quinze minutos. Retire o papel e deixe dourar um pouco. Sirva com o filé e o arroz.

Para o pudim

Faça a calda do pudim com o açúcar, direto na forma (usar forma pequena, de buraco no meio). No liquidificador coloque os ovos, o leite condensado, o leite e o cupuaçu, batendo bem. Prove, pois deve estar com o sabor do cupuaçu bem perceptível. Se estiver muito azedo, acrescente 01 colher de açúcar. No meu caso, não precisou.( Ficou na doçura certa, meio talhadinho na boca, pelo fato de eu ter usado a fruta crua. O pudim inchou no forno, o que me surpreendeu. Pretendo fazê-lo novamente dando um banho de água fervente no cupuaçu, mas dessa forma ficou delicioso). Leve ao forno até dourar. Não esperei esfriar totalmente para desenformar, mas tenha o cuidado de deixar esfriar um pouco e passar uma faca para soltá-lo bem. Sirva com a calda e o caramelo de emburana à parte.

Para o caramelo de emburana (opcional)

Numa panelinha de fundo grosso, derreta o açúcar sem deixar queimar, em fogo brando. Quando dourar um pouco, coloque o creme de leite e mexa com cuidado. Acrescente a vodka com emburana e a pitadinha de sal. Mexa até dissolver, com cuidado. Reserve numa tigelinha e sirva uma colherada com cada fatia de pudim. (Essa caramelo é delicioso, mas tem sabor forte, então talvez seja melhor evitar com as crianças).

***********************************************************************
Para saber mais:

Cia do Marisco - vide em https://pt-br.facebook.com/CiaDoMariscoAlimentos

Thiago Castanho - vide em https://pt-br.facebook.com/ThiagoeFelipeCastanho

Thiago Castanho - Cozinha de Origem, Publifolha

Emburana, semente - vide em http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2013/01
/para-os-dias-de-chuva.html




domingo, 2 de novembro de 2014

QUERIDOS QUE SE FORAM






Momentos diferentes do bolo: já cortado, pronto para cortar, uma fatia servida e com o recheio colocado, aguardando a cobertura...uma delícia com um café bem forte!


Passei uns bons dias sem escrever nada desde a última postagem neste blog. Caí de cabeça na recente campanha eleitoral e de noite, ao chegar em casa, mais atraente do que a cama não havia. Aqui e ali, para não perder o costume, saía um bolinho, mas foi só. Em contrapartida, conheci fantásticas pessoas, quintais maravilhosos, cheios de plantas e ervas e flores, chupei mangas muito doces e até mesmo colhi camu camu (frutinha vermelha, mais ácida do que a acerola) para uma geleia, depois de proveitosa conversa com a proprietária de pés carregadinhos de frutinhas tão vermelhas quanto azedas, riquíssimas em vitamina c.

Os ramais aqui do nosso Estado, tão próximos à cidade, alguns deles, que até parecem fazer parte da paisagem urbana, estão hoje com intervenções públicas que lhes garantem acessibilidade e dignidade para seus moradores. Ainda há muito a fazer, mas é visível a melhoria para quem mora nas áreas rurais bem próximas. Vê-se de chácaras para os finais de semana até, em sua maior parte, moradias mais humildes de trabalhadores da cidade, que apesar da distância, começam a ter sua qualidade de vida aumentada.

E tome mangueiras carregadas, cachos de banana se formando, cupuaçus e jacas enormes, laranjas, limões, ingás e pés de acerola e goiaba, pés de abacaxi. Pequenas hortinhas de coentro e cebolinha, hortelã para os chás, galinhas e ovos, couves para os charutos e mais uma infinidade de plantinhas, produção de queijos e polpas de frutas e uma vida que corre em paralelo com a rodovia, tão perto que de lá não se imagina direito esta outra vida que aqui se desenrola mais devagar, como uma grande teia que vai se estendendo a perder de vista.

Fui para a Vila Acre e não imaginava sua imensidão. Ramais do Castanheira, da Garapeira, do Brindeiro, do Moreira, Bom Jesus, Vila da Amizade e tantos outros, aumentaram o número de amigos. As boas conversas sobre política me fizeram ver o quanto já avançamos e o quanto precisamos avançar mais ainda. Mas me deram também muito orgulho, por ver que de fato, já existe um embrião de dignidade formada e o entendimento das pessoas de que as políticas públicas precisam ser destinadas para todos. E elas começam a se ver nessas políticas.

Passar pelos ramais e conversar com as pessoas, algumas delas já bem idosas, me fizeram ter muita saudade dos meus queridos que já se foram, como meus avós, paternos e maternos. Pessoas fortes e trabalhadoras, empreendedores, de cada um guardo exemplos de vida. Os avós paternos tinham um pequeno hotel e uma mercearia, mas meu avô também fazia sorvetes e pães, o que só fui descobrir depois que ele já tinha partido. Minha avó dava pensão lá no hotel e lembro sempre de suas galinhas para bingo, assadas e arrumadas em um prato de papelão com farofa e azeitonas, dentro de uma folha imensa de papel celofane colorido, que deixava tudo com cara de festa de Natal.

Meu avô materno teve uma das primeiras, se não a primeira farmácia da cidade e ainda lembro de sua produção de violeta genciana e mercúrio cromo, em pequenos vidrinhos, arrumados nas prateleiras. Segundo minha mãe, pois disso não me lembro, ele também produzia pomadas e unguentos, além de iodo. Minha avó era exímia cozinheira, cabeleireira, bordava, fazia tricô e crochê, era uma empreendedora nata, além de adorar política e fazer campanha para seus candidatos da época, sempre de forma intensa e participativa. 

Pensando bem, acho que já sei a quem puxei, com esse amor pela cozinha, pela política, pelos pães e massas...acho que guardo um pouco de cada avó e avô dentro de mim e isso me consola na saudade deles, apesar de não ter tido uma convivência tão grande quanto gostaria. Mesmo assim, ainda aproveitei um pouco da companhia deles e guardo boas lembranças. Nesse dia de hoje, em que se homenageia os que já se foram, gostaria de prestar minha homenagem e minha saudade aos familiares e amigos queridos que já se encontram em outro patamar e em nome da vó Mundiquinha e de sua cobertura de castanha, dizer que eles sempre continuarão bem vivos em nossos corações.

Lembro do dia particular em que aprendi, de olho, a fazer essa cobertura deliciosa para bolo. Era ainda bem pequena e nesse dia, aniversário de alguém, vovó nos visitava. Não havia batedeira e os bolos eram batidos à mão, coisa que eu sempre observava com o maior fascínio. Então, fui chamada para ajudar a fazer a cobertura. Lembro demais da emoção de segurar uma bacia de metal, onde se acrescentaram os ingredientes e depois a mágica combinação de castanha torrada e café...cujo cheiro sempre me remeterá a esse dia e a essa cozinha cheia de pessoas e cheiros e movimento. Portanto, mãos à obra!!




Minha mãe com minha avó Mundiquinha e abaixo, foto do meu avô Anibal Lopes. Não tenho, infelizmente, fotos dos avós Raimundo e Maria aqui em casa. Tratamento das fotos acima feito pelo fotógrafo Sérgio polignano


Cobertura de castanha e café da Vó Mundiquinha

Ingredientes

Para o bolo

Pode ser usada qualquer receita de bolo amanteigado, o que eu prefiro, ou mesmo um pão de ló, desde que umedecido com uma boa calda. (Você também pode usar essa receita: veja em http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2011/12/o-bolo-da-minha-avo.html)

Para o recheio 

Pode ser usado o mesmo que na cobertura ou um doce de leite escuro e pastoso, como aqui, onde ele foi misturado com um pouco de creme de leite e essência caseira de baunilha.

Para a cobertura

1/2 xícara e 01 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente
01 xícara de açúcar refinado
01 xícara rasa de castanha do Brasil assada (medida após passar a castanha no liquidificador, sem deixar reduzir a pó, devem sobrar alguns pedacinhos)
04 colheres de sopa de café preparado, bem forte (talvez seja necessário mais uma colher, depende do gosto pessoal)
1/4 de xícara de castanha do Brasil assada e liquidificada, para polvilhar por cima do bolo (opcional)

Modo de fazer


Numa tigela, bata bem a manteiga e o açúcar, como se fosse para bolo. Acrescente a castanha aos poucos, alternando com o café. Prove e se necessário, acrescente mais um pouquinho de café. Aplique no bolo já frio e recheado e se desejar, salpique com a castanha assada e passada no liquidificador.

****************************************************************************
Em memória dos avós paternos Raimundo e Maria e dos avós maternos Aníbal e Mundiquinha, como também tios e primos que não mais estão conosco