terça-feira, 17 de junho de 2014

PARA SE REGALAR







O prato, na versão com arroz ou apenas com o purê e o agrião refogado. Na sequência, o surubim na chapa, o agrião, purê de banana e palmito pupunha, camarão seco e de sobremesa, uma tigela de açaí batido com açúcar e guarnecido com farinha de tapioca bem crocante...


Se eu pudesse, todo dia estaria na feira. Não há para mim lugar melhor de começar o dia. Encontrar os feirantes conhecidos, que já se tornaram amigos, ver o que está mais fresco, surpreender-me com um produto ainda não encontrado, tudo é motivo de festa. Aos finais de semana, parar na banca da dona Francisca e ali mesmo, já me sentir muito bem acolhida, com o mingau quentinho de milho (o mugunzá), tapioca ou banana  descendo devagar e esquentando o corpo.

Não deixo de levar para casa a goma fresquíssima de tapioca, o queijo da região e o açúcar mascavo. Dependendo da época, o coquinho e a cajarana fazem parte da cesta. Pimentas coloridas (ainda que eu esteja proibida de usá-las), o surubim e o filhote lá da banca do Rui e da Socorro para as moquecas  e o açaí do Louro (Casa do Açaí) são itens indispensáveis. Aproveito para comprar a farinha de tapioca bem crocante para acompanhar o açaí: no meu caso, nada de modernidades, os acompanhamentos são sempre os mesmos. Açúcar e farinha de tapioca. Sou capaz de devorar uma jarra inteira, de tanto que gosto.

Já falei por aqui que para mim domingo é o dia mundial da preguiça. Na maioria das vezes, nem saio de casa. Abro exceção para um almoço e um filminho de quando em vez, mas gosto mesmo é de passar o dia lendo, zapeando na TV e ficar sem compromisso. Testar uma ou outra receita, sem pressa, é outro dos meus prazeres. Às vezes, fazer um pão que será assado de tarde e comido com uma boa xícara de chá ou café. Quando é possível, logo cedo escrevo o blog, depois de ler os jornais do dia e tomar um café da manhã bem reforçado.

Quando não, deixo que o dia siga devagar e vá dando ele mesmo os comandos, para que a segunda comece a todo vapor. Por isso, descansar é sempre bom. Mas, como toda regra tem exceção e as minhas com relação a descanso, são mais exceções do que regra, vi-me já com a hora avançada e sem nenhuma disposição para sair. A única solução possível foi jogar-me na cozinha e não sei vocês, mas não consigo comer a mesma coisa todos os dias. É preciso ouvir o que o corpo pede e neste caso, não era macarrão.

Lembrei do surubim comprado no dia anterior, junto com um camarão seco e salgado, bom para vatapá. E também de um purê maravilhoso que comi em Fortaleza, no restaurante La Pasta Gialla, feito à base de banana comprida (ou da terra) e palmito pupunha, delicioso. Não tive naquele momento coragem para pedir a receita, mas resolvi fazer um teste me fiando na memória e o resultado foi maravilhoso. Também tinha trazido da feira um agrião de folhas mais largas e resolvi incluí-lo na receita, para dar uma crocância diferente e quebrar um pouco o adocicado do purê. Portanto, combine esses ingredientes e sirva um almoço especial para o maridinho ou uma pessoa querida, eles vão amar!



Surubim frito com molho de camarão seco, purê de banana comprida (ou da terra) e palmito pupunha e agrião ao alho e azeite  

Ingredientes

Para o peixe

05 ou 06 pedaços de surubim, já limpos (ou mais, caso vá servir mais pessoas)
Sal e pimenta a gosto
Farinha de trigo para empanar
Óleo para fritar

Para o molho de camarão seco

12 camarões secos, metade sem as cascas e as cabeças, levemente lavados em água
Cascas e cabeças de 06 camarões secos
03 colheres de sopa de cebola bem picadinha
02 colheres de sopa de azeite
01 dente de alho pequeno em lâminas finas
01 xícara de água 

Para o agrião

1/2 maço de agrião de folhas mais grossas, descartadas as partes mais duras dos talos
01 dente de alho pequeno, amassado
02 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto

Para o purê de banana comprida (ou da terra) e palmito pupunha

05 pedaços médios de banana comprida madura, cozida em água e sal
01 vidro grande de palmito pupunha em rodelas, em conserva (mais ou menos 05 rodelas para cada pedaço de banana)
04 colheres de sopa da água do cozimento das bananas
02 colheres de sopa da água da conserva do palmito
04 a 06 colheres de sopa de creme de leite
04 a 05 colheres de sopa de açúcar (o purê não deve ficar doce, mas apenas levemente adocicado. Se a banana estiver bem madura, talvez não leve todo o açúcar)
Sal a gosto

Modo de fazer

Para o purê

Coloque os pedaços de banana com casca para cozinhar, em água levemente salgada. Após cozidos, retire a casca e reserve os pedaços em um prato e a água do cozimento na panela. Passe no liquidificador todos os ingredientes, ajustando o sal e o açúcar. O purê não deve ficar muito líquido. Retire a massa para uma panela ou frigideira e leve ao fogo apenas para secar um pouco. Reserve.

Para o agrião  

Limpe os talos mais grossos. Numa frigideira, coloque o azeite e o alho para dar uma leve dourada, sem deixar queimar. Acrescente o agrião, mexa até que ele murche um pouco. Polvilhe sal a gosto, desligue o fogo e reserve.

Para o molho de camarão seco

Usei camarão seco e salgado, mas não tão salgado. Caso você não consiga o camarão do mesmo tipo, pode dessalgá-lo um pouco, para que o sabor fique mais suave. Bata as cascas e cabeças de camarão reservadas em 01 xícara de água no liquidificador. Passe numa peneira fina e leve ao fogo para reduzir um pouquinho. Reserve. Numa frigideira, coloque o azeite, a cebola e o alho e deixe dourar um pouco, sem queimar. Acrescente os camarões secos já limpos e os outros inteiros, com cabeça. Misture, deixe fritar um pouco e acrescente o líquido reservado e já peneirado das cascas e cabeças de camarão. Deixe ferver um pouco e reserve.

Para o peixe  

Lave e seque bem os pedaços de peixe. Polvilhe um pouquinho de pimenta do reino, se gostar e apenas uma pitada mínima de sal, apenas em um dos lados. A ideia é que o molho de camarões salgue o peixe. Empane os pedaços de ambos os lados na farinha de trigo, frite-os numa chapa de ferro, de preferência e  escorra-os. Coloque-os no molho de camarão com cuidado, vire-os para que peguem molho de todos os lados e reserve.

Para montar o prato

Arrume uma porção de purê no prato. Por cima, coloque os pedaços de peixe, um pouco de molho com os camarões inteiros e o agrião. Coloque um fio de azeite de boa qualidade e se desejar, acrescente uma porção de arroz branco. Para terminar, se conseguir, tome uma bela tigela de açaí com farinha de tapioca. Sei, você vai engordar, mas pelo menos é por um bom motivo. Além do mais, nada de filas em restaurantes e uma comidinha que você só vai encontrar na sua casa. Bom apetite!

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Para saber mais:

La Pasta Gialla:http://vejabrasil.abril.com.br/fortaleza/restaurantes/la-pasta-gialla-45722, Fortaleza/Ce.

Banca da Socorro e do Rui: no mercado de frutas e legumes de Rio Branco, peixes diversos, sempre frescos. Próximo ao Terminal urbano, Rio Branco/Ac.

Açaí do Louro/Casa do Açaí: Tel (68) 99685184 e (68) 99196386. Em frente ao estacionamento do Varejão Popular, Rio Branco/Ac.  
  



domingo, 8 de junho de 2014

NHOQUE PARA REVIGORAR






O nhoque já pronto e as etapas anteriores: rápido e muito bom


Já falei aqui do nhoque de batata da minha mãe, cujo sabor me acompanhou por toda a infância e adolescência. Apesar do pai português, minha mãe sempre fez do nhoque uma das especialidades lá de casa. Então, um dia desses, resolvi misturar a batata com a abóbora cabutiá (também chamada japonesa), que eu particularmente adoro e fiz esse prato saboroso, que você pode consultar aqui (veja em:http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2013/07/colocando-preguica-de-lado.html).

Sei que para muita gente ter preguiça de cozinhar significa ligar para qualquer serviço de entrega ou sair para um restaurante lotado. Dependendo do dia, também faço isso, é claro. Mas, às vezes, a preguiça pode ser apenas de fazer vários pratos como hoje foi o meu caso. Então, ao olhar para a geladeira precisando de reforços, encontrei uma batata e um pedaço de abóbora cabutiá. 

Estava com muita vontade de comer algo mais leve e aí, juntei a fome com a vontade de comer. Não sei vocês, mas não consigo comer a mesma coisa todo dia. Depende do estado de espírito, depende do clima, se estou mais alegre ou reflexiva...e como passei toda esta semana brigando com uma gripe, vi que hoje precisava de algo acolhedor, para comer com leveza e de quebra, dar uma fortalecida no organismo. Afinal, a abóbora (ou jerimum) é riquíssima em vitamina A, entre outras coisas (Vide abaixo).

Pensando nisso, resolvi incluir a castanha do Brasil, uma fonte maravilhosa de selênio, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Junto com um bom azeite de oliva e um bom parmesão, devorei um prato inteiro. Ainda bem que a abóbora, por ser pouco calórica, compensa o uso dos demais ingredientes. Meu marido, que nem ia almoçar, regalou-se com um prato cheio. E a sobra, você pode guardar e finalizar na hora de servir. Portanto, mãos à obra! 


Nhoque de abóbora cabutiá com batata e castanha do Brasil 

Ingredientes

Massa

03 xícaras de abóbora cabutiá crua, em cubos (na falta dela, use outro tipo de abóbora ou jerimum)
01 xícara de batata crua, em cubos
01 ovo cru
01 colher de sopa de manteiga
02 colheres de sopa de parmesão ralado na hora
Até 1 1/2 xícara de farinha de trigo
Sal a gosto (usei 1 1/2 colher de chá de flor de sal, cristais mais grossos)

Para polvilhar

08 a 10 castanhas do Brasil (também chamadas do Pará), assadas no forno
03 colheres de sopa de queijo parmesão ralado na hora
04 colheres de sopa de azeite

Para finalizar

Azeite para fritar os nhoques e finalizar o prato e parmesão a gosto, se for o caso

Modo de fazer

Arrume os pedaços de batata e abóbora numa cuscuzeira e leve ao fogo. (Caso não tenha, pode assar no forno, cobertos com papel alumínio ou mesmo cozinhar em água). Se necessário, retire os pedaços de abóbora antes, pois vão cozinhar primeiro. Escorra-os bem e amasse-os ainda quentes, misturando-os. Acrescente a manteiga, o queijo parmesão, o sal, o ovo (com cuidado, mexendo bem, para que não cozinhe na massa quente) e comece a colocar a farinha de trigo, até ficar homogêneo, como se fosse um purê. Quanto mais secas estiverem a abóbora e a batata, menos farinha, para não interferir no sabor. Reserve enquanto prepara a cobertura. No liquidificador, acrescente o azeite, as castanhas e o queijo parmesão. Bata bem, despeje numa tigelinha e reserve. Numa bancada de trabalho, polvilhe bastante farinha de trigo e 1/3 da massa, enrolando rapidamente e formando um cordão, que deve ser cortado em pedaços de tamanho médio. Coloque no fogo uma panela larga com bastante água, acrescente sal e deixe ferver. Num escorredor de macarrão, arrume um pano de prato limpo e reserve. Continue a fazer o restante da massa, da mesma forma. Assim que a água ferver, vá colocando porções de nhoque e retire-os assim que eles subirem à superfície. Deve ser uma operação rápida. Vá colocando-os no escorredor reservado e em seguida, arrume-os em um refratário bem untado de azeite. À medida que fizer os outros, acrescente um pouquinho de azeite, para que eles não grudem. Reserve. Numa frigideira larga e de fundo grosso, coloque azeite até cobrir o fundo (você também pode usar óleo, mas azeite fica mais gostoso) e assim que esquentar (não deixe esquentar muito, para não queimar) acrescente porções de nhoque aos poucos, retirando-os assim que dourarem pelo menos um dos lados. Escorra-os em papel absorvente e em seguida, coloque-os no prato ou travessa de servir. Caso não deseje fritá-los, você pode servir assim que escorrê-los, procedendo da mesma maneira. Polvilhe a castanha batida com o parmesão e o azeite, coloque mais um fio de azeite e sirva. Delicioso! 



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Para saber mais:


http://maisequilibrio.com.br/nutricao/os-beneficios-da-abobora-2-1-1-648.html: ...A abóbora pertence ao grupo das hortaliças, que é composto pelas verduras e legumes. Em sua composição nutricional você encontra carboidratos, proteína, pouquíssima gordura, cálcio, sódio, potássio, fósforo, ferro, magnésio, vitamina A, C, E e outras vitaminas. Possui também bastante água e fibras.
http://mdemulher.abril.com.br/blogs/karlinha/saude/castanha-do-para-tao-rica-em-proteinas-que-tambem-e-chamada-de-carne-vegetal/



quinta-feira, 5 de junho de 2014

A BALA DE CAFÉ DOS MEUS FILHOS


As balas prontas para serem embaladas, no fogo e depois na assadeira, antes de serem cortadas...



Nenhuma receita de família me emociona tanto como as balinhas de café que rotineiramente fiz para meus filhos enquanto eram pequeninos. Os dois ficavam em volta da mesa grande da sala, enquanto eu rapidamente cortava as balas ainda quentes com uma tesoura mergulhada em álcool. E conforme essas balas iam sendo colocadas na mesa, eles davam um jeitinho de furtar algumas e encher a boca com elas, as mãozinhas atentas para ver se conseguiam pegar mais. 

Às vezes, me ajudavam a embalá-las, mas eu terminava dispensando a ajuda, pois eles comiam mais do que embrulhavam. Depois, eu as colocava em saquinhos e eles se regalavam. São balas bem caseiras, com um sabor delicado de café e mel, daquelas que a gente começa a comer e não consegue parar mais. Passei muitos anos sem fazê-las, no corre-corre do trabalho e de tantos outros compromissos, pois elas exigem umas duas horas de fogo e muita mexida de panela.

Depois, quando nos mudamos, a receita ficou perdida em uma agenda difícil de encontrar e terminei protelando a feitura das balas por tempo indefinido. Mas, no domingo, reencontrei a agenda. E, como havia prometido para meu filho mais novo, estava na hora de encarar o desafio, quase dez anos depois. A receita, originária de uma revista Globo Rural antiga, era feita por uma avozinha e sua fiel escudeira, a cada quinze dias, para a visita dos netos. Um regalo, portanto, carregado de afetividade e muito amor.

Separei os ingredientes, uma panela grande e pus mãos à obra. Aos poucos, fui entrando no sabor daquelas balas e lembrando dos meus à época, pequeninos, ansiosos pelo momento em que poriam várias daquelas pequenas delícias na boca. Como eles estão longe, a saudade falou mais alto e os olhos se encheram de água. Fui engolindo em seco e pensando que não há nada melhor do que agradar a quem se ama, da maneira que se pode. Às vezes com comida, outras com carinho e um café caprichado. Em outras, um abraço apertado faz a diferença. 

Embrulhei as duzentas e poucas balas uma a uma nos quadradinhos de papel manteiga, cortados rapidamente. Na segunda de manhã, coloquei quase todas elas (comi algumas, não resisti) em uma caixa e mandei para eles, que as receberão hoje de manhã, se tudo der certo. Sei que eles estão esperando ansiosos pelo sabor de infância e o carinho que sabem, vai envolvendo cada balinha. Portanto, aproveite para agradar seus queridos e mãos à obra, elas são deliciosas!

Balas de café 

Ingredientes

06 copos de leite (usei xícaras, mas você pode usar o copo americano pequeno. A quantidade é um pouquinho menor)
02 copos de café bem forte
01 copo de mel
03 xícaras de açúcar
02 gemas de ovo
02 colheres de sopa de farinha de trigo
01 pitadinha de sal
02 colheres de sopa de manteiga
01 colher de café de bicarbonato

Modo de fazer

Misture todos os ingredientes em uma panela grande e leve ao fogo. Quando começar a ferver e a mistura começar a subir, mergulhe com cuidado uma pequena leiteira no líquido e faça movimentos de retirar e recolocar o líquido na panela, como se estivesse esfriando a mistura. Isso fará com que pare de subir. Deixe ferver até reduzir e engrossar, olhando de vez em quando. Quando começar a engrossar, é necessário mexer de forma mais contínua para que não queime, até que desgrude do fundo da panela e fique bem firme. Para saber o ponto, mergulhe uma pequena quantidade da mistura em um copo de água gelada. Se ficar dura, está pronta. Despeje a massa em uma assadeira retangular média untada com manteiga. Espere esfriar alguns minutos e com uma tesoura sempre mergulhada em álcool, vá cortando tiras da massa e em seguida, pequenos pedacinhos, para formar as balas, colocando-as de preferência em uma superfície untada com manteiga para que esfriem. Em seguida, embrulhe-as em papel manteiga cortado em quadradinhos. Duram aproximadamente uma semana a dez dias sem grudar. Passado esse tempo, o sabor ficará ainda bom, mas elas começam a derreter um pouco, a não ser que fiquem em geladeira. Mas, sinceramente, tenho certeza que elas não demorarão tanto tempo para serem comidas. Aproveite!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

CAMARÃO SEM FOTO

O prato de camarão é o da direita, após sair do forno. Esta é uma foto ilustrativa de um outro  encontro. O sabor é maravilhoso, com jeito de comida caseira...


Minha cidade tem um clima quente e úmido como o resto da Amazônia e altas temperaturas. Por aqui, ar condicionado não é luxo, é necessidade. Ainda chove bastante, mas são raras as oportunidades de desfilar com casacos e mantas, botas e gorros. Mas, nesses últimos dias, fomos brindados com a primeira "friagem" do ano, que é como se chamam por aqui esses curtos períodos de frio, cada vez mais curtos e esparsos. Então, na sexta à noite da semana retrasada, a velocidade dos ventos lembrava um pouco as casas mal-assombradas e com um pouco de chuva e garoa, no sábado as pessoas já se mostravam bem agasalhadas.

Claro, 14 ou 13 graus, com sensações térmicas mais baixas não são nada para quem mora em áreas geladas, mas para nós faz uma diferença enorme. E de noite, com a garoa, só mesmo uma reunião entre amigos, puxada por boa comida e bons vinhos, além da ótima conversa, para esquentar os corações. A pedidos e em parceria com uma amiga, que cedeu o camarão, preparei uma velha receita de família, servida na casa de minha tia Branquinha desde que eu era adolescente e resgatada por mim anos depois, usando apenas os filtros da memória.

Esse camarão era servido nas reuniões de família da casa de minha tia Branquinha, uma simpática professora e hoje aposentada, irmã de minha mãe, que mora no Ceará há muitos e muitos anos. Hoje, sempre que preciso de uma receita de alma, como diz a escritora e dona de bufê Nina Horta, quente e acolhedora, é a ela que recorro. Não tem erro. 

O arroz, fizemos na hora, para acompanhar um prato de bacalhau arrasador e impecável, que foi finalizado na hora de servir, trazido por outra amiga. Aos anfitriões, simpaticíssimos, coube a escolha dos vinhos, as entradas e o acolhimento, maravilhoso. Precisávamos mesmo dessas boas conversas e risadas. Na saída, um frio de rachar foi motivo mais do que perfeito para correr para debaixo dos lençóis.

Não tirei nenhuma foto, esqueci completamente. Na semana seguinte, refiz o prato, desta vez para receber em casa um amigo querido, que gostou muito. Por isso, aproveite para reunir os amigos numa noite mais fresca e servir esse prato simples, caseiro, mas cheio de bossa. Experimente!


Camarão ao Catupiry da minha tia Branquinha (baseado na memória do sabor)


Ingredientes

Para o creme 

02 litros de leite (deve sobrar um pouco)
06 a 08 colheres de sopa bem cheias de amido de milho (o ponto é de um mingau bem grosso, mas ainda cremoso. Coloque o amido devagar para dar o ponto certo. Cuidado para que não fique no ponto de corte)
02 colheres de sopa de manteiga
Uma pitada de noz moscada (opcional)
Sal a gosto

Para o camarão

02 kg de camarão limpo, sem o rabinho
02 cebolas brancas pequenas, bem picadas
05 a 06 ramos de salsinha, bem picados
05 a 06 ramos de coentro, bem picados
05 a 06 cebolinhas, bem picadas 
03 tomates pelados, com um pouco do molho
02 dentes de alho, bem amassados
Se houver cabeças e cascas do camarão, batê-los com mais ou menos 02 xícaras de água, coar e reservar. Caso contrário, 02 xícaras de água ou um pouco mais, se for preciso
04 azeitonas pretas, picadas (opcional)
02 colheres de sopa de extrato de tomate
Aproximadamente 450 g de requeijão Catupiry (marca registrada, de consistência mais firme. Na falta, use um bom requeijão de consistência firme)
04 colheres de sopa de queijo parmesão ralado na hora, aproximadamente
Sal a gosto
Azeite a gosto
Açúcar a gosto, caso seja necessário corrigir a acidez
Suco de limão para lavar o camarão

Modo de fazer

Descongele o camarão, remova cascas e cabeças, se for o caso e retire a tripinha preta fazendo um corte leve na parte superior. Lave bem e deixe de molho em água com suco de limão por uns dez minutos. Após esse tempo, lave bem para retirar o suco e deixe novamente de molho em água com um pouco de sal por mais dez minutos. Após esse tempo, lave bem e salgue. Reserve em lugar fresco ou na geladeira. Numa panela, coloque um litro e meio de leite para ferver. No meio litro restante, dissolva o amido de milho e reserve. Coloque a manteiga, um pouquinho de sal e pouco antes de ferver, vá despejando devagar o leite dissolvido com o amido, mexendo sem parar, até ferver bem. O ponto é de um mingau grosso. Acrescente a pitada de noz moscada, se usar. Prove o sal e veja se precisa acrescentar mais amido. Se for o caso, dissolva-o em água fria e vá juntando ao creme sem parar de mexer, até dar o ponto. Reserve coberto com plástico filme, para não criar película.  
Mantenha o Catupiry (ou outro requeijão que usar) na geladeira até que entre na receita. Em outra panela, coloque umas quatro colheres de sopa de azeite e leve ao fogo baixo. Acrescente o alho e deixe fritar um pouco, sem queimar. Acrescente a cebola, a salsinha, o coentro e a cebolinha e mexa bem. Em seguida, acrescente o tomate amassado, com um pouco de molho. Depois que estiverem cozidos, vá acrescentando a água coada do camarão, até formar um caldo ou a água, aos poucos. Coloque o extrato de tomate e mexa. Quando retomar a fervura, acrescente os camarões e tampe a panela. Após uns cinco minutos, no máximo (isso é importante, para que o camarão não fique borrachudo), prove o caldo e ajuste o sal e a acidez, se for o caso, colocando um pouquinho de açúcar. Deixe ferver mais uns cinco minutos e desligue o fogo. Prove um camarão para sentir a consistência. Caso precise de mais alguns minutos de fogo para o cozimento, coloque-o mas fique bem atenta (o) para que não passe do ponto. Em um refratário, passe o requeijão nos fundos e lados, cobrindo toda a superfície. Acrescente o refogado de camarões, com um pouco do caldo (talvez não precise colocar todo o caldo. Você pode congelar a sobra e usar para outra preparação, se for o caso). Cubra generosamente com o molho branco, salpique o queijo parmesão e leve ao forno para gratinar. Nesse momento, o requeijão se mistura ao refogado e ao molho branco, criando um ótimo contraponto. Sirva com arroz branco e acompanhe com um bom vinho, bons amigos e ótima conversa. 

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Para saber mais:

Nina Horta - dona do bufê Ginger, escritora e blogueira, autora do livro Não é Sopa
blog: http://ninahorta.blogfolha.uol.com.br/




domingo, 18 de maio de 2014

PEIXE DO MEU JEITO






O peixe pronto para servir e as etapas de preparação, além do colorido de legumes e verduras...


Amanheci neste domingo um pouco cansada e sem muita vontade de cozinhar, o que é bem difícil de acontecer. Marido dormindo, ainda era bem cedo, coube a mim arrumar o café. Peguei os jornais, fiz meu chá e uma tapioca e as ideias começaram a tomar forma, ainda preguiçosas. O sol começava a dar o ar da graça, forte como ele só. Precisava ir à casa da minha mãe fazer uma visitinha e pegar um açaí de Feijó, que meu querido irmão Michel havia trazido para nós.

A preguiça começou a querer me segurar pelas pernas e braços. Passei o dia inteiro ontem numa atividade prazerosa, mas cansativa e portanto, a ideia de cruzar a cidade, ainda que por uma boa causa, estava me paralisando. Pensei cá com meus botões: no meio do caminho tem o mercado. No mercado, um mingau quentinho, com bastante canela. Tem as pimentas, o abacaxi maduro, enfim...consegui sair. Deixei marido dormindo, prendi no bagageiro minha natural tendência de comprar quilos e mais quilos de comida e parti.

Dona Francisca, a senhora que há vinte e cinco anos vende mingau e outros quitutes no mercado, não estava lá. Mas o seu marido, que me atendeu, explicou-me o delicado processo de botar os grãos de milho para cozinhar com castanhas inteiras, bater um pouco deles com a castanha para engrossar o caldo, misturar o leite, o leite condensado e o creme de leite. Uau, sua receita leva creme de leite?

Feiras de qualquer tipo e mercado são sempre uma festa para mim. Ali estão os mais alegres, os festeiros, os que compartilham, os que gostam de comida, dos cheiros, dos sabores, que dividem receitas e de forma anônima, se irmanam. É um tal de conversar para lá e para cá que me encanta muito. Com a barriguinha cheia, lembrei-me do peixe, que sempre compro na banca da Socorro e do Rui. No seu João, o que vende porco, já tinha comprado na semana. Mas a Socorro não tinha mais o surubim e o filhote, meus preferidos. (Leia sobre eles aqui: http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2012/05/no-parque-de-diversoes.html)

Um senhor do lado então me indicou uma banca no final do mercado. Fui até lá, mas nada do que eu queria. Mas aí um outro senhor que esperava seu peixe ser limpo me convenceu a comprar uma linda pescada, que eu nunca havia cozinhado antes. Tão convincente se fez, que saí de lá com a sacola na mão. Pimenta doce, um pouco de macaxeira fresca, couve e chicória e aí, na banca do cheiro verde umas cajaranas lindas piscaram para mim. A senhora da venda me olhou interessada: "Você já tomou suco de cajarana, couve e hortelã?"

"Nunca, respondi." Por coincidência, já tinha na sacola um lindo molho de hortelã e um maço de couve.  Resolvi ir logo na minha mãe antes que a cada banca meu cardápio mudasse várias vezes. Mas como a gulodice é o meu pecado preferido, atravessei a rua e fui comprar açaí na Casa do Açaí, que o faz fresquinho, ali na hora e provoca até fila na porta. Uma delícia com farinha de tapioca, de comer rezando. Saí da minha mãe com mais açaí, desta vez o de Feijó, reputado como o melhor do Estado, abrindo mão de um churrasquinho que estava quase pronto.

Com tanta fartura, hoje achei que nem conseguia almoçar, mas sabe como é, vai arrumando as compras, vai tendo ideias e daí resolvi fazer o peixe. Assado, inteiro, recheado de cebola, pimentas e chicória, além de umas raspinhas de limão, ficou delicioso! O homem do mercado tinha razão, pena que não perguntei seu nome para deixar aqui um agradecimento. Faça, é uma delícia e bem rápido, nem precisa de arroz!


Peixe do meu jeito

Ingredientes

01 pescada limpa, de aproximadamente 1 kg
01 cenoura crua em rodelas
01 pedaço de macaxeira grande, previamente aferventado em água e sal, em rodelas
02 batatas pequenas em rodelas
01 cebola média picada
05 folhas de chicória (na falta, use cebolinha e coentro picados)
04 pimentas vermelhas doces picadas (essa pimenta não arde. Na falta, use pimentão vermelho picado)
1/2 limão siciliano, raspas e suco
03 dentes de alho pequenos, picados
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer

Lave o peixe, esprema o limão e passe por toda a superfície. Passe um pouco de sal por fora e dentro do peixe. Deixe uns quinze minutos, lave bem, enxugue e tempere com sal normalmente, a gosto. Numa assadeira, coloque um fio de azeite. Arrume as rodelas de cenoura, macaxeira e batata lado a lado. Polvilhe um pouco de sal e mais um fio de azeite. Por cima arrume o peixe já temperado. Abra a cavidade dele e coloque a chicória picada, a cebola, a pimenta e as raspas de limão, fechando da melhor forma. Coloque um pouquinho mais de azeite por cima do peixe, cubra com papel laminado e leve ao forno pré-aquecido por uns quinze minutos. Após esse tempo, retire o papel, deixe mais uns quinze minutos ou até dourar. Sirva com os legumes assados, ou se desejar, complete com arroz branco. Acompanhe com o suco de cajarana, hortelã e couve, um luxo!    


Suco de cajarana, hortelã e couve

Ingredientes

01 cajarana madura, descascada e cortada em pedaços
01 folha de couve pequena
05 a 06 ramos de hortelã, com os talos
02 colheres de sopa de açúcar, ou a gosto
01 copo de água, ou a gosto
Gelo (opcional)
Folhas de hortelã para enfeitar

Modo de Fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador, à exceção dos raminhos de hortelã para enfeitar. Coe e sirva gelado. Delicioso!





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Casa do Açaí - em frente ao estacionamento do Varejão Popular, próximo ao mercado. Tel: 9968-5184 e 9919-6386

domingo, 4 de maio de 2014

RISOTO À MINHA MODA




O risoto, fumegando, pronto para comer...


Meu filho mais velho está por aqui, passando uns dias em casa. O que ele me dá de conselhos sobre a minha saúde e a necessidade de fazer exercícios, me acompanhando nas caminhadas, devolvo em comidinhas, é claro. Ele já tem um caderninho, onde anotei as receitas que ele mais gosta. Ele sabe fazer um ótimo café, mas tirando o Miojo, que ele faz nas horas de aperto, por enquanto o caderninho está só no enfeite.

Mas, ele agora está disposto a mudar, assim como eu a corrigir o meu sedentarismo. E já acena com a próxima receita do caderninho, o quibe de bandeja que ele devorou de um dia para o outro, não sem antes elogiar bastante. Ele já me disse que algumas pessoas nasceram para comer e outras para cozinhar, mas agora parece que ele quer mudar de time. Ainda bem. O mais novo é mais objetivo: já sabe fazer café e bife e adora o arroz com alho que eu faço. Como vai morar só, já combinamos umas aulas. Certo é que os dois, de tanto serem cobaias, ficaram mal acostumados com a mãe, a lhes colocar biscoitos e bolos, pães caseiros, geléias e tortas, macarrões e sopas, cozidos e bifes pela frente. A sorte é que por enquanto, os dois ainda tem barriga zero, o que me provoca uma inveja danada...

Por isso, quando fiz esse risoto para aproveitar as sobras da costela cozida no dia anterior (veja a receita em http://mesanafloresta.blogspot.com.br/2014/04/o-que-nao-se-ve-do-iceberg.html), o mais velho se deliciou. Não só ele, mas eu e meu marido devoramos o prato inteiro. O diferencial, além do caldo saboroso e cheio de tempero, foi a presença da chicória, que fez uma diferença enorme no sabor. Optei por não colocar vinho branco, manteiga nem queijo, os acompanhantes tradicionais de quase todas as preparações de risoto, para não brigar com a chicória. O resultado foi um prato aromático, delicioso, que foi muito bem acompanhado pelo suco de cupuaçu fresquinho, outra das paixões do meu filhote mais velho.


Suco de cupuaçu bem fresco, delicioso!


Vale a pena fazer uma bela costela ou mesmo agulha usando os temperos do link acima e no dia seguinte, usar a sobra (se houver) para um belo risoto. Aproveite!

Risoto à minha moda 

Ingredientes

01 xícara de arroz italiano para risoto (arboreo ou carnarolli), sem lavar (caso use outro arroz, diminua o tempo de cozimento e coloque o caldo de uma vez, sem mexer muito)
01 xícara (aproximadamente) de sobras de costela ou agulha cozida (veja receita no link acima), desfiadas
Caldo restante com ossos e água até completar mais ou menos 01 litro, ou um pouco mais, se precisar
02 dentes de alho picados
1/2 cebola branca picada para a carne
1/2 cebola branca picada para o risoto
04 folhas de chicória picadas para a carne e mais 02 folhas picadas para enfeitar os pratos
Azeite
Sal e pimenta, caso necessário






Modo de fazer

Numa panela, coloque os ossos que sobraram após desfiar a carne, o caldo já desengordurado (o que se consegue colocando-o na geladeira e descartando a gordura que se forma na superfície) e água até completar um litro ou um pouco mais. Deixe ferver em fogo baixo e prove, para ver se precisa de um pouco de sal ou pimenta. Mantenha em fervura baixa. Numa outra panela, coloque duas a três colheres de sopa de azeite, o alho picado e a cebola picada. Deixe refogar um pouco, acrescente a chicória e a carne e mexa bem. Após dois ou três minutos, acrescente quatro colheres de sopa do caldo da carne, misture e apague o fogo. Reserve. Em outra panela, acrescente quatro colheres de sopa de azeite, meia cebola picada e deixe refogar bem, mexendo para não queimar. Acrescente o arroz e mexa mais um pouco. Comece a acrescentar o caldo, de meia em meia xícara, aproximadamente, mexendo bem após cada adição e não deixando secar em nenhum momento. O arroz italiano vai soltando amido devagar e após 20 minutos, aproximadamente, em que se vai acrescentando o caldo e mexendo, ele deverá estar quase pronto, ainda bem firme, mas com um caldo cremoso em volta dos grãos. Prove de vez em quando o ponto do arroz. Ele deverá estar firme, não mole. Acrescente toda a carne e mais um pouco do caldo e mexa bem. Caso o arroz esteja no ponto, ou seja, firme à mordida, al dente, desligue o fogo, tampe a panela e aguarde por alguns minutos. Sempre prove e ajuste o sal e a pimenta, se necessário. Coloque as porções em pratos fundos, decore com um pouco de chicória e um fio de um azeite especial e sirva. Acompanhe, caso queira, com suco de cupuaçu ou um vinho que combine. Bom apetite! Aqui em casa, rendeu três porções! 


O risoto fumegante no prato, que até sombreou a foto...

Meus pequeninos pés de chicória, para uma emergência...

Para o suco de cupuaçu

Polpa fresca, mais ou menos 01 xícara
água, açúcar e gelo a gosto

Modo de fazer

Coloque tudo no liquidificador, bata bem e sirva


QUEIJINHO FRITO

Queijo frito, pronto para servir...


Nem sempre consigo boas fotos para ilustrar um post. Uso uma máquina simples e nenhuma iluminação especial. Mas, na foto aí de cima, dei uma iluminada via computador para ver se podia aproveitá-la melhor antes que o objeto, ou melhor, o queijo, fosse devorado. Meu filho mais velho, assim como eu, é louco por queijo. A diferença é que estou sedentária, enquanto ele faz academia rotineiramente, mas já comecei a caminhar aqui no Parque do Tucumã, perto de casa. Com o visual maravilhoso de fim de tarde, dá para consumir umas calorias a mais sem tanto peso na consciência!

Para minimizar o prejuízo, uso uma frigideira anti-aderente, que evita o uso de gordura adicional. Esse queijo foi comprado no Mercado do Bosque, na banca do Ari, que está há "apenas" trinta e três anos no local. Como ele mesmo diz, uma vida! Ele vende queijos, galinha e ovos caipiras, açaí, frutas frescas, verduras, farinha, mel e bananas, entre vários outros produtos. Sua banca tem aquele colorido caótico de tudo junto e misturado, mas se quiser, você pode encomendar esta e outras delícias direto com ele, que lhe avisa quando os produtos estiverem por lá.

Comprei desta vez dois tipos de queijo, mamão e tangerinas lindas e suculentas. O mamão veio do Ramal do Açaí e a tangerina, do Ramal do Paulista, ambos na Vila do V, aqui pertinho. Os queijos vieram de dois produtores diferentes e são absolutamente deliciosos. Fritos para acompanhar o café, no baião de dois, cortado em cubinhos e feito à milanesa para tomar com a cervejinha da sexta, não tem para ninguém. Frescos, com um pouco da ótima geléia francesa de rosas, que você compra ali na Cia. do Marisco, são uma perdição. 


Os queijos frescos: pela ordem, o da dona Maria, mais cremoso e o do seu Damião, mais firme...

Uma fatia de cada, acompanhados da suave geléia de rosas da Cia. do Marisco

A geléia, bem suave...

Voltando aos queijos vendidos na loja do Ari, o redondo vem de uma produtora "...lá na BR", segundo ele, chamada dona Maria. Ele é macio, pouco salgado e quando frito, forma uma crostinha tentadora, mantendo o interior bem cremoso, com sabor forte de leite. O outro queijo vem em peças quadradas e é vendido a granel. É de um produtor chamado seu Damião, de Porto Acre. O que comprei também tinha sal na medida e estava ligeiramente mais firme. Ambos são queijos frescos que podem maturar em casa, ficando mais firmes, mas são deliciosos, o que mostra que a produção local tem aumentado, melhorado e se espalhado por vários locais do Estado. 

Para acompanhar o pão integral, não tem melhor. E é tão simples de fazer que o único trabalho é ir comprar o queijo, fatiá-lo grosso e colocá-lo na frigideira quente. Quando formar a crosta, basta virar com espátula, deixar formar a casquinha do outro lado e...comer rezando, porque é muito bom!


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Para saber mais:

Loja do Ari: Mercearia Araújo, na entrada do Mercado do Bosque, em Rio Branco, Ac. O dono, Ari ferreira, está há 33 anos no local e vende vários produtos regionais, frutas e verduras, açaí, goma de tapioca e muito mais.

Cia. do Marisco: acesse https://www.facebook.com/CiaDoMariscoAlimentos - frutos do mar, especiarias, geléias, chocolates, cervejas especiais e vários itens deliciosos.