domingo, 20 de outubro de 2013
DESEJO REALIZADO
Quem me conhece sabe que sou quase compulsiva quando se trata de falar de comida, receitinhas e afins. Adoro ficar na cozinha inventando, testando receitas e um dos meus passatempos preferidos é ler minhas antigas revistas de culinária e livros garimpados nos sebos, pequenas livrarias, internet ou onde mais eles estejam. Sempre fui, desde criança, uma leitora voraz. E me dá um prazer danado esticar as pernas com uma porção de revistas e livros do lado.
Não tenho muito tempo para ficar na cozinha, então nos finais de semana aproveito para produzir alguma coisa e fazer pequenos testes de receitas. Desde 2002 namorava a foto de um bolo publicada na revista Cláudia Cozinha, cuja matéria era sobre a relação entre cinema e gastronomia. Lá, há várias receitas relacionadas a ótimos filmes em que a comida aparece de forma coadjuvante ou mesmo como atração principal. Entre eles, a receita do bolo Chabela, que aparece no filme Como Água para Chocolate, onde a cozinheira Tita se comunica de forma passional com Pedro, seu amor e com os demais membros da família através da comida. Este bolo expressa essa relação de paixão.
Cada vez que eu via a foto, em uma dessas tardes preguiçosas, faltava um dos ingredientes, ou aparecia um compromisso ou eu simplesmente deixava mais para a frente. Hoje foi o dia que deu certo, mesmo estando eu de dieta e sem poder comer muito doce. O bolo é um pão de ló muito simples, recheado com geléia de damasco e coberto com um glacê de açúcar que apesar de parecer demasiado, dá o contraponto ao azedinho do recheio de forma bem equilibrada.
De uma próxima vez, acrescentaria um pouquinho de manteiga derretida ao pão de ló, pois a receita não manda aplicar uma calda e a massa fica um pouquinho seca, mas muito saborosa. À medida que as horas passam, o recheio vai naturalmente se incorporando a ela e a deixando mais úmida. Ficou uma delícia e para uma sobremesa especial, ou mesmo para tomar com um bom espresso...vale a pena! Se desejar, pode usar uma geléia de cupuaçu, que se harmonizará muito bem com a cobertura. É fácil e chique, experimente!
Bolo Chabela
Ingredientes
Para o bolo
01 xícara de farinha de trigo peneirada
3/4 xícara de geléia de damasco (usei 01 xícara de damascos, 01 de açúcar e 01 de água, fervi bem, passei no liquidificador e voltei ao fogo para apurar um pouco, com umas gotas de limão. Sobra um pouco)
1/2 xícara de açúcar
01 colher de sopa de casca de limão ralada (só a parte verde)
06 gemas
02 ovos
Para a cobertura
02 xícaras de açúcar de confeiteiro (atenção, não é o impalpável. Usei Glaçúcar, da União)
01 colher de sobremesa de suco de limão
02 claras
Modo de fazer
Para o bolo
Separe os ingredientes. Passe manteiga e polvilhe farinha de trigo numa forma redonda de 25 cm e reserve. Ligue o forno na temperatura média. Numa vasilha, misture os dois ovos, duas gemas e o açúcar. Bata até começar a ficar clara a mistura. Acrescente as demais gemas e bata mais até crescer bastante e ficar mais encorpado, como para pão de ló. Junte a casca de limão e a farinha de trigo em movimentos leves, para que a massa não perca leveza, até ficar homogeneizado. Coloque a massa na forma e leve ao forno até assar. Retire do forno, deixe esfriar uns minutos e desenforme. Com uma faca serrilhada, divida o bolo pela metade. Coloque a geléia, espalhando bem com uma espátula, de maneira que fique bem farta. Coloque a outra metade por cima e despeje a cobertura. Sirva.
Para a cobertura
Numa tigela, coloque as claras e bata até espumar bem. Acrescente o açúcar de confeiteiro e vá misturando com um batedor. Coloque o suco de limão, misture e com uma espátula, aplique sobre o bolo.
*******************************************************
Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Como_%C3%81gua_para_Chocolate
TOMATINHOS EM CONSERVA
Não sei vocês, mas eu bem poderia ser neta de italianos, de tanto amor que eu tenho por tomates, de todo jeito e formato. Ultimamente, tenho comprado bastante daqueles tomates pequenos, mais adocicados e de menor acidez, deliciosos, apesar de não serem orgânicos nem nada. Como-os até puros e até mesmo tenho uns dois pezinhos plantados no quintal, que já me deram uma pequena colheita. Os pequeninos são ideais para uma boa conserva ou para fazer este azeite bem aromatizado, que acompanha muito bem um pão rústico, uma massa, ou até mesmo uma boa fatia de queijo.
Como eles são docinhos, não foi necessário corrigir a acidez. Esta receita foi adaptada da receita de Silvia Percussi, de família italiana e dona do Vinheria Percussi, em São Paulo, publicada na Revista Casa e Comida. É uma delícia. Precisa de um tempinho para maturar, depois é só alegria. Deixe o pote na geladeira e use quando precisar. Bom apetite!
Conserva de tomatinhos (adaptada)
Ingredientes
02 caixinhas de tomates tipo sweet grape ou similar
10 dentes de alho descascados
azeite
sal
alecrim e manjericão, a gosto
Modo de Fazer
Lave os tomatinhos e escorra. Arrume-os em uma assadeira com folhas de manjericão e um pouco de alecrim, a gosto. Polvilhe sal e coloque um pouco de azeite. Leve ao forno moderado, até que eles murchem e fiquem levemente assados. Reserve. Coloque os dentes de alho em água fervente por alguns minutos. Escorra a água e reserve. Em um pote já esterilizado, arrume os dentes de alho, os tomatinhos, folhas de manjericão e coloque azeite de boa qualidade, até cobri-los. Feche, deixe curtir algumas horas e está pronto para o uso. Guarde em geladeira.
***************************************************************************
Vinheria Percussi: Rua Cônego Eugênio Leite, 523, Pinheiros, São Paulo - fone/fax: (0xx11) 3088 4920/3064 4094.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
FELIZ DIA DOS ADULTOS
Sei, sei, estou atrasada. Mas é que sábado me vi tão cheia de pequenas atribuições que consegui fazer várias comidinhas, mas postar que é bom...esse bolo saiu na capa da última revista Gula, uma publicação que acompanho há muito, mas muito tempo. É uma receita especial, produzida exclusivamente para a revista pela chef Roberta Sudbrack, e se assemelha a um petit gateau. A chef Roberta Sudbrack tem brilhado no cenário nacional, já foi chef de cozinha do Palácio Alvorada quando Fernando Cardoso estava lá e hoje, tem um restaurante no Rio de Janeiro, que pretendo conhecer um dia. Ela tem trabalhado alguns produtos nacionais muitas vezes desprezados ou não tão valorizados e feito diversas experiências, muito elogiadas por quem teve a oportunidade de ir ao seu restaurante.
Uma dessas experiências desenvolvidas pela chef serviu de acompanhamento para o bolo, uma fruta-pão bem madura e fermentada. Como não tinha esse ingrediente, fiz apenas o bolo e a calda que o acompanha, mas estou em contenção de calorias e nem a coloquei no prato, comi um pedaço morninho e delicioso puro e só. É um bolo para quem ama chocolate como eu e não gosta de nada muito doce.
Usei um chocolate meio-amargo normal e o resultado foi muito bom. No meu forno, precisei deixar uns vinte minutos e não dez, como na receita original. Mesmo assim, o centro ficou bem cremoso e após esfriar, ficou ligeiramente mais encorpado. O tempo vai depender de cada forno, pois a ideia é deixá-lo bem macio, portanto fique de olho. Quando formar a casquinha, com o centro ainda cru, é o ponto. Como ele continua cozinhando quando sai do forno, ficará na textura correta.
Na próxima vez que o fizer, acompanharei com uma calda de cupuaçu ou cupuaçu batido com creme e muito pouco açúcar, acho que combinaria bem se for servi-lo como sobremesa. Caso contrário, um bom café expresso seria para mim o par perfeito! Experimente, é fácil e delicioso!
Bolo de Chocolate da chef Roberta Sudbrack (adapatado)
(Veja a matéria completa na revista Gula do mês de outubro/2013)
Ingredientes
Para o bolo
05 ovos
150 g de manteiga sem sal
150 g de açúcar de confeiteiro (por favor, não é o açúcar impalpável, que contém amido, é o de confeiteiro mesmo. Usei Glaçúcar, da União)
400 g de chocolate meio-amargo
1/3 xícara de farinha de trigo peneirada
1 fruta-pão extremamente madura (não a usei, ela entrará na composição do prato mas não na massa do bolo)
Para a calda
200 g de chocolate ao leite (usei meio-amargo)
100 g de creme de leite de leite fresco (usei 200 ml de creme de leite de caixinha, pois era o que tinha em casa. Fica bem mais espesso, como mousse, mas na verdade não a usei para acompanhar o bolo)
20 g de manteiga sem sal
Modo de Fazer
Para o bolo
Ligar o forno em 160 graus. Separar todos os ingredientes. Bater as claras em neve e reservar. Em banho-maria, derreta o chocolate em pedaços, o açúcar de confeiteiro e a manteiga, misturando bem. Reserve. Em outra vasilha, peneire as gemas e acrescente a elas um pouco da mistura de chocolate, mexendo bem. Misture o preparado de gemas ao chocolate e mexa bem (eu levei ao banho-maria uns dois minutos, para que as gemas não ficassem com cheiro de cruas). Acrescentar com cuidado a farinha de trigo peneirada. Após, colocar as claras em neve com bastante paciência, mexendo de baixo para cima (eu acrescento um pouco de claras primeiro, mexo bem para que a massa afine um pouco e aí despejo o restante, bem devagar e mexendo com muito cuidado). Despejar a massa em uma assadeira untada e enfarinhada e levar ao forno por 15 a 20 minutos. A receita original manda deixar dez minutos apenas, mas no meu forno precisou assar mais um pouquinho, para não ficar muito líquido.
Para a calda
Derreter em banho-maria todos os ingredientes e servir morna. Caso endureça, levar ao banho-maria novamente para aquecer.
Para a fruta-pão
Não a usei, mas se você a tiver em casa, a chef deixou-a amadurecer bastante, retirou a polpa, deixou em uma vasilha fechada por sete dias na geladeira para fermentar um pouco e serviu como acompanhamento do bolo.
****************************************************************************************
Para saber mais: http://www.robertasudbrack.com.br
domingo, 6 de outubro de 2013
PARA O CAFÉ DE DOMINGO
| Com pedacinhos de chocolate meio amargo, os preferidos... |
| As sementinhas são de chia, colocadas em cima do biscoito, antes de assar |
| Deliciosos com café... |
| E você ainda pode ofertar um presentinho caprichado aos queridos |
Ainda estou na saudade do meu filhote mais velho que retornou para Fortaleza e vai passar por lá tempos indefinidos, correndo atrás de seus sonhos. Mas como meu outro pequeno está aqui do lado, continuo o exercício de fazer alguns agrados. Para celebrar a vida, para celebrar o amor, para celebrar os amigos e a família, sempre vale a pena pegar uma tigela, pesquisar uma nova receita e misturar os ingredientes com muito carinho.
Farinha, ovo, açúcar, manteiga, aveia, café...os cookies são biscoitos hoje conhecidos como típicos americanos que chegaram para ficar. Podem ser acrescidos de pequenos pedaços de castanha e chocolate, sementes de chia ou linhaça, ou o que mais a sua imaginação mandar. São rápidos e só exigem pequenos cuidados para ficarem perfeitos. Ontem de tarde fiz uma bandeja, assei-os e saí de casa. Quando voltei, meu pequeno grande estava com um prato deles fazendo o teste...
Não há quem não goste de uns biscoitos assados na hora, portanto reservei um pouco da massa na geladeira para hoje de manhã. Eles ficam perfeitos para acompanhar um bom café. Quando os fizer novamente, reduzirei um pouquinho o açúcar. A manteiga deve ser colocada na risca e se a massa ficar muito cremosa, não hesite: acrescente um pouquinho mais de farinha de trigo e coloque uma bolinha para assar. Quanto mais cremosa a massa, mais o biscoito se esparrama, portanto ela deve ficar macia na medida certa.
Não o tire quente da forma, ele precisa de uns minutos para se recuperar do calor. Passado esse tempo, estará firme e pronto para o café ou para o pote, que só deve ser tampado quando eles estiverem bem frios. Experimente, são rápidos e muito gostosos. Ainda dá para surpreender os seus queridos com uma bandeja caprichada neste domingo. Bom apetite!
Cookies de café (adaptados de O Melhor de Casa Cláudia - seleção de reportagens já publicadas, Ed. Abril)
Ingredientes
3/4 xícara de farinha de trigo (precisei colocar um pouco mais, para que ficasse um pouquinho mais firme, aproximadamente 1/4 xícara)
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de bicarbonato em pó
3/4 de xícara de manteiga em temperatura ambiente
1/2 xícara de açúcar branco (usei apenas o açúcar mascavo claro)
1/2 xícara de açúcar mascavo
02 colheres de sopa de café solúvel
01 xícara de aveia em flocos (usei metade de flocos grandes e a outra metade de flocos médios)
01 ovo
1/2 colher de sopa de café solúvel para misturar na massa pronta
1/2 colher de sopa de sementes de chia para colocar em cima dos cookies antes de assar
Modo de fazer
Aqueça o forno a 140 graus e unte e enfarinhe uma assadeira grande. Em uma tigela, misture a farinha, as aveias, o fermento e o bicarbonato. Em outra, bata a manteiga com o açúcar ou açúcares branco e mascavo, o ovo e o café solúvel. Aos poucos, acrescente essa mistura à tigela com a farinha, aveia e fermentos. Se necessário, deixe a massa na geladeira para endurecer um pouco e facilitar na hora de colocar na assadeira. Sugiro usar uma medida de 1/2 colher de sopa para fazer as bolinhas, que devem ser deixadas bem espaçadas umas das outras. Se necessário, mergulhe a colher de medida na farinha para que solte melhor a massa. Deixe no forno por dez a doze minutos, até que a massa se espalhe e doure um pouco as bordas. Espere esfriar para retirar. Bom apetite!
domingo, 29 de setembro de 2013
COSTELA ASSADA NO VINHO
| Costela já pronta e antes, ainda com os temperos... |
Não vou falar de saudade, mas os filhos crescem e chega a hora de alçar vôo. Quando dá sorte de o vôo ser por perto, tanto melhor, mas meu pequeno grande menino ficará a alguns milhares de quilômetros de distância. Mas, longe dos olhos, perto do coração e apesar da saudade antecipada, sei que amor maior é deixar voar. Serei sempre grata aos meus pais quando me vi em situação semelhante e passei longos vinte anos longe deles.
E por enquanto, trato de alimentar o garoto, para que ele possa voltar logo. Vocês sabem, estou entre uma mãe judia e uma italiana com relação a alimentar os filhos. O mais novo é muito mais enjoado: arroz, prefere o branco e feito na hora. Nada de comida requentada para ele. Aproveitamento de sobras, só se ele não perceber, senão prefere cozinhar um Miojo. Sopa, não toma, só fora de casa. Bolo, se for de cenoura com chocolate, ele arrisca umas fatias. Caso contrário, troca minhas invenções com geléia caseira por um belo bolo de padaria, fazer o quê? Minha esperança é que a adolescência acabe logo ou eu desista, o que vier primeiro.
Já o mais velho é uma formiguinha, puxou à avó materna. Bolos, tortas, biscoitos, cremes, geléias, ele não perdoa nada. Brigadeiros e brownies, tortas de limão e de maçã, tudo que sai da cozinha ele come com prazer. Ele e meu marido fazem o sonho de qualquer cozinheira, estão sempre prontos a experimentar e aprovar. Meu mais novo está no stress pré-Enem. estudante aplicado, quer fazer Medicina. Mas atualmente troca o dia pela noite e por causa disso, me vi fazendo bifes e arroz branco às dez da noite de ontem.
Tudo para que ele pudesse comer, pois na minha visão de mãe mezzo judia, mezzo italiana, o menino passa fome. Bom, para encurtar a história, minha memória especial que não me permite esquecer números mas é uma nulidade para objetos me fez deixar o celular no supermercado, prontamente recuperado pelo meu amigo Rodrigo Forneck. Vai que quando fui buscar o distinto aparelho, sua esposa e minha querida amiga Juciele estava a postos com algumas delícias, entre elas uma farofa de banana comprida.
Provar a farofa acendeu minha vontade de comer banana frita e na hora de fazer a comida, um pouco depois, ao colocar as bananas na frigideira, tomei também um banho de óleo quente nos dedos. Precavida com meus descuidos, já deixo preparada uma pomada, mas mesmo assim o pão prometido para a gravidinha Ju terá que esperar um pouco mais. Conto toda essa história aqui para explicar a mudança de planos e de cardápio para o almoço.
Eu já havia cortado e temperado umas costelas de boi, antes do pequeno incidente. E em vez de fazê-las cozidas na panela de pressão ou mesmo assadas lentamente na brasa, segui as orientações de outro mestre das panelas, o chef Gordon Ramsey. Hoje de manhã, refoguei-as na própria assadeira com um pouco de azeite e molho de tomate caseiro, selei-as, acrescentei vinho tinto e na falta de um bom caldo de carne, coloquei água temperada com sal e pimenta. Duas horas e meia depois, a carne estava muito macia, deliciosa, pronta para comer com arroz e umas batatas. Aproveite, é rápido, barato e o cheiro invade a casa toda sem perdão. Bom apetite!
P.S: o mais velho já devorou um prato inteiro!
Costela de Boi no forno
(Adaptada da receita de Gordon Ramsey)
Ingredientes para a costela
Costela de boi com osso, já cortada, sem lavar (aproximadamente 700 a 800 g)
Alho inteiro, com casca, a gosto (depois de assado no molho, fica ótimo para comer)
Sal e pimenta do reino moída na hora, a gosto
Meia xícara de molho de tomate caseiro ou comprado pronto
02 colheres de sopa de vinagre
Vinho tinto seco
Água temperada ou caldo de carne
Molho caseiro de tomate
02 colheres de sopa de azeite
01 lata de tomates pelados, com o líquido
02 dentes de alho cortados ou amassados
raminhos de alecrim ou manjericão
sal a gosto e açúcar para equilibrar a acidez (01 a 02 colheres de sobremesa, aproximadamente)
Modo de fazer
Para o molho de tomate
Numa frigideira, refogue rapidamente o alho no azeite. Acrescente os tomates e amasse-os com um garfo. Coloque o alecrim ou manjericão, o sal e o açúcar, caso fique muito ácido. Deixe ferver um pouco e use. (Essa quantidade é suficiente para colocar na costela e usar em uma massa, se desejar).
Para a costela
Numa tigela, tempere previamente os pedaços de costela com sal, o vinagre, um pouco de azeite, pimenta do reino a gosto e dentes de alho cortados na metade, com casca. Se for possível, deixe pegar gosto por algumas horas. Numa assadeira, coloque um pouco de azeite, espalhe os pedaços de costela, o alho cortado e deixe no meio um espaço para colocar o molho de tomate. leve ao fogo e sele os pedaços de carne, juntamente com o molho de tomate. Após, despeje vinho e caldo de carne ou a água preparada até 3/4 da carne. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por aproximadamente 2h 30 minutos, ou até ficar bem macia. Na metade do cozimento, tire do forno, vire os pedaços e veja se precisa de um pouquinho mais de água. retorne ao forno, sempre cobrindo a assadeira com o papel alumínio, até ficar macio. O forno deve estar em temperatura baixa, em torno de 160 graus. Para servir, pode colocar os pedaços de costela em uma travessa e coar o molho numa peneira, amassando os dentes de alho junto e regando a carne com essa mistura ou simplesmente colocar a assadeira na mesa, acompanhada de batatas cozidas e arroz. Uma delícia!
domingo, 22 de setembro de 2013
DIA DE CORDEIRO
![]() |
| As costeletas com a polenta... |
![]() |
| O carré depois de pronto, aguardando o corte para ser servido... |
![]() |
| O carré na marinada... |
Prometo que ainda faço um curso de fotografia ou melhoro as fotos com as dicas dos amigos e amigas super-poderosas feito a Val Fernandes, o Diego Gurgel, a Talita Oliveira e a Rose Farias, prima querida. Enquanto isso, cabe a vocês acreditar que este lindo carré aí de cima ficou tão bom, que mesmo sem pretensão, resolvi postá-lo por aqui.
Graças ao aumento de investimentos do nosso Governo na área de ovinocultura, já podemos chegar nos supermercados locais e comprar cortes diversos de cordeiro, prontinhos para temperar, assar e servir. Ou fazer um belo ensopado ou o que mais a imaginação mandar. Por isso, quando olhei uns pacotes com esses carrés no ponto, não hesitei em comprar para experimentar. Claro, sempre se pode ir ao mercado ou ao seu criador de confiança e encomendar um belo carneiro caipira, digamos assim.
Mas este provou ter sabor e praticidade e virarei freguesa. Segundo o mestre István Wessel, um dos maiores especialistas em carne no Brasil, a peça de cordeiro da forma como está nas fotos chama-se carré. Após o preparo e o corte, vira costeleta de cordeiro, que pode ser servida com acompanhamentos diversos. Segui as orientações dele para o preparo, o que resultou em costeletas úmidas, servidas com uma polenta fresquinha, salteada em chapa de ferro, uma delícia. Apesar do domingo ser reservado à massa aqui em casa, o que seria da regra se não tivesse uma exceção? Aproveite e bom apetite!
Costeletas de cordeiro com polenta
02 carrés prontos para o tempero, embalados a vácuo, descongelados ou a mesma peça fornecida pelo seu açougueiro
Azeite a gosto
Sal e pimenta moída na hora
Alecrim a gosto, fresco (se não tiver, use o seco)
01 taça de vinho tinto seco
Alho amassado a gosto
01 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
3/4 xícara de farinha de milho para polenta
01 colher de sopa de manteiga
3 1/2 xícaras de água
01 colher de chá de sal ou um pouco mais se desejar
Modo de Fazer
Para o cordeiro
Descongele a carne e arrume-a em um pirex. Numa tigela menor, misture o vinho, o sal, a pimenta, o vinagre, o alho e uma a duas colheres de sopa de azeite. Bata para misturar bem, derrame sobre a carne, virando-a para que o tempero penetre por igual. Acrescente o alecrim e vá virando os carrés de vez em quando, por aproximadamente 30 minutos. Após esse tempo, coloque um pouco de azeite em uma assadeira, envolva os ossos dos carrés com papel alumínio e coloque-os com o osso para baixo, reservando o líquido da marinada. Polvilhe um pouquinho de sal e leve-os ao forno pré-aquecido, a 220 graus, por 10 minutos. Retire do forno, vire-os, regue-os com uma parte do líquido da marinada e torne a levá-los ao forno por mais dez minutos. Regue novamente com a marinada, veja se a carne está firme ao toque e deixe por mais cinco minutos. Não deixe passar do ponto. Retire do forno, deixe descansar por cinco ou dez minutos, corte entre os ossos com uma faca afiada para formar as costeletas e sirva com o acompanhamento de sua preferência. Na assadeira, coloque duas a três colheres de água e leve ao fogo, para aproveitar todo o molho. Deixe ferver e peneire por cima das costeletas, na hora de servir.
Para a polenta
Numa panela de fundo grosso, despeje a água e a farinha de milho e mexa bem, para dissolver todos os grumos. Ligue o fogo, acrescente o sal e a manteiga e mexa sem parar, até aparecer o fundo da panela. Despeje em pirex ou tábua untados e espere esfriar um pouco. Numa chapa de ferro, coloque azeite e deixe esquentar bem. Corte os pedaços de polenta e deixe saltear um pouco. Sirva com as costeletas. Bom apetite!
**********************************************************************************
Para maiores informações:
Frigorífico Annasara - cortes nobres - (68) 32282191/e-mail: frigorificoannasara@hotmail.com
Para acompanhar:
Carneiro - Ednardo - ouça em http://www.youtube.com/watch?v=WpXAqyNKvpE
terça-feira, 17 de setembro de 2013
FORTALEZA...
![]() |
| Cozido delicioso na casa da tia Néca |
![]() |
| Com meu primo Markito no mercado São Sebastião |
![]() |
| Castanhas em diversos tamanhos no mercado Central |
![]() |
| Frutas e legumes no São Sebastião |
![]() |
| Pastelaria Leão do Sul no centro, desde 1926 |
![]() |
| Praça do Ferreira, centro |
![]() |
| Pastel de queijo e caldo de cana no Leão do Sul |
![]() |
| Sapotis e romãs no centro |
![]() |
| Romãs |
![]() |
| Acerola e peras nas bancas do centro |
![]() |
| Goiabas, cajus e tangerinas |
![]() |
| Castanhas no mercado Central |
![]() |
| Manteiga, cachaças, doces no mercado Central |
![]() |
| Catedral no centro, linda |
![]() |
| Corredor no Dragão do Mar |
![]() |
| antiga agência da Caixa, a Pessoa Anta, onde trabalhei muitos anos, agora um Centro Cultural |
| Amigos queridos degustando a entrada do jantar |
| O molho da massa |
| A placa do Passeio Público, restaurado |
| Passeio Público, centro |
| Praia do Futuro de manhã |
| Amigos no restaurante vegetariano da Marília, o Sabores Orgânicos, que tem também uma pequena mercearia |
| Joana, eu e sua mãe Artemisa, família querida |
| O brinde que teve até a dona Helena, matriarca da família Alencar e os queridos Valter, Clásia, Cleide, Rosa Eulália (minha anfitriã), Marcos e Roza |
| Roza, eu e Milena no brinde de dois dedos |
Passei a última semana numa curtinha e necessária mini-viagem de férias em Fortaleza, terra em que morei por quase vinte anos e que me deu, entre muitos e queridos amigos, dois lindos e amados filhos. Não tirei todas as fotos que quis porque essa modernidade de viver o momento presente e ao mesmo tempo registrá-lo para a posteridade é para os poucos e bons ou para quem, como meus filhos, já nasceu quase ligado no computador ou no facebook. Não é o meu caso.
Mesmo assim, quando não esqueci de registrar, deu para guardar na memória os muitos momentos gostosos dessa pequena viagem. Fortaleza, esquecendo o trânsito difícil, a violência e todos os problemas comuns a uma metrópole, continua com seu mar azul e convidativo e a brisa mais fresca que se pode querer. Para quem saiu dos quase quarenta, vinte e cinco graus é uma benção. Uma caminhada na areia da praia olhando para o horizonte, com os pés mergulhados em água gelada, não tem preço.
Não fiz viagem de turista. Aproveitei para rever velhos amigos, uma parte da minha família, descansar e comer. Nem fui no camarão à beira-mar, que se compra cru e se frita ali mesmo, para comer se lambuzando. Também não deu tempo de voltar à praia e comer caranguejo cozido até me empanturrar. Fortaleza é uma cidade para muitos dias. Precisa ser aproveitada com calma, fora do meio turístico, para ir descobrindo seus encantos todos.
Mas não deixei de ir ao centro e me deliciar com as barracas de frutas da terra, misturadas às maçãs e peras de sempre. Sapoti, caju, romã, cajá-umbu que eu comi sem lavar, fazendo careta mas mergulhando em sabores muito especiais. O velho Leão do Sul de frente para a Praça do Ferreira, desde 1926 servindo o melhor pastel da cidade. Tinha eu acabado de almoçar, mas pedi perdão dos pecados e ataquei sem pena um pastel de queijo macio e um caldo de cana tirado na hora e apenas na hora em que meu pastel ficou pronto.
Perguntei ao vendedor quantos pastéis saíam dali todos os dias: "Em dias normais, uma média de 900, 900 e pouco." A lanchonete, muito simples, vive permanentemente lotada e todos os dias saem entregas de trinta ou quarenta deles para empresas ali por perto. Na parede, uma placa informa que a azeitona do pastel tem caroço. É a conhecida capacidade do cearense de fazer humor, se não para prevenir um dente quebrado, pelo menos para dar legitimidade à comida.
Também passei no Mercado Central e tomei uma água de coco olhando o movimento. Fui ao Passeio Público, agora restaurado, cheio de plantas e guardas gentis que não se incomodaram em tirar algumas fotos num fim de manhã ventilado e cheio de sol.
Minhas fotos estão misturadas de propósito, sem compromisso. Foi mais ou menos a forma como decidi passar esses dias. Do delicioso cozido iniciado por meu primo Markito e finalizado pela minha tia Néca, ao suco de cajá e ao açaí tomados no mercado São Sebastião, onde fui matar as saudades, comprar nata fresca e manteiga da terra. Além do mais, garantir a paçoca feita no pilão para comer com fatias de banana.
Ainda tive um almoço delicado com um feijão verde delicioso, entre outros pratos, preparados pela querida Artemiza, mãe da minha norinha Joana, essa moça bonita de longos cabelos negros aí de cima. Comida vegetariana no Sabores Orgânicos, sopa de mariscos no Babette, almoço no La Pasta Gialla, pizza fininha na Vila Mosquito, sorvete na 50 Sabores, café, bolo, pão, peixe e uns trezentos quilos depois, uma saudade imensa.
Não fiz viagem de turista. Aproveitei para rever velhos amigos, uma parte da minha família, descansar e comer. Nem fui no camarão à beira-mar, que se compra cru e se frita ali mesmo, para comer se lambuzando. Também não deu tempo de voltar à praia e comer caranguejo cozido até me empanturrar. Fortaleza é uma cidade para muitos dias. Precisa ser aproveitada com calma, fora do meio turístico, para ir descobrindo seus encantos todos.
Mas não deixei de ir ao centro e me deliciar com as barracas de frutas da terra, misturadas às maçãs e peras de sempre. Sapoti, caju, romã, cajá-umbu que eu comi sem lavar, fazendo careta mas mergulhando em sabores muito especiais. O velho Leão do Sul de frente para a Praça do Ferreira, desde 1926 servindo o melhor pastel da cidade. Tinha eu acabado de almoçar, mas pedi perdão dos pecados e ataquei sem pena um pastel de queijo macio e um caldo de cana tirado na hora e apenas na hora em que meu pastel ficou pronto.
Perguntei ao vendedor quantos pastéis saíam dali todos os dias: "Em dias normais, uma média de 900, 900 e pouco." A lanchonete, muito simples, vive permanentemente lotada e todos os dias saem entregas de trinta ou quarenta deles para empresas ali por perto. Na parede, uma placa informa que a azeitona do pastel tem caroço. É a conhecida capacidade do cearense de fazer humor, se não para prevenir um dente quebrado, pelo menos para dar legitimidade à comida.
Também passei no Mercado Central e tomei uma água de coco olhando o movimento. Fui ao Passeio Público, agora restaurado, cheio de plantas e guardas gentis que não se incomodaram em tirar algumas fotos num fim de manhã ventilado e cheio de sol.
Minhas fotos estão misturadas de propósito, sem compromisso. Foi mais ou menos a forma como decidi passar esses dias. Do delicioso cozido iniciado por meu primo Markito e finalizado pela minha tia Néca, ao suco de cajá e ao açaí tomados no mercado São Sebastião, onde fui matar as saudades, comprar nata fresca e manteiga da terra. Além do mais, garantir a paçoca feita no pilão para comer com fatias de banana.
Ainda tive um almoço delicado com um feijão verde delicioso, entre outros pratos, preparados pela querida Artemiza, mãe da minha norinha Joana, essa moça bonita de longos cabelos negros aí de cima. Comida vegetariana no Sabores Orgânicos, sopa de mariscos no Babette, almoço no La Pasta Gialla, pizza fininha na Vila Mosquito, sorvete na 50 Sabores, café, bolo, pão, peixe e uns trezentos quilos depois, uma saudade imensa.
Não sou saudosista. Vivo o presente, mas não deixo de olhar nunca para trás. Assim eu sei de onde vim e para onde vou. Assim agrego no meu coração mais pessoas importantes. Às vezes, uma ou outra tromba de frente, mas aprendi a dar a volta antes do choque. Quando não dá tempo, é sacudir a poeira e dar a volta por cima. Faz parte.
Para que você não deixe de aproveitar um pouco dessa comilança, aí vai uma adaptação de um molho que era servido em um restaurante de comida italiana aqui no Acre, cujo nome não lembro mais. Comi, gostei e pela descrição do prato, vai aí a versão. Meus amigos adoraram e terminaram a noite levando potes do molho para casa. No final, peras cozidas em calda de água e açúcar servidas com ganache de chocolate e bolo. Na entrada, minestronne e abóbora assada com noz moscada, pimenta e sal, além de azeite. Claro, exagerei na dose, basta a massa para dar conta da fome, mas eles foram guerreiros e comeram de tudo!
Molho de tomate e gorgonzola
Ingredientes
03 dentes de alho amassados
02 colheres de sopa de cebola branca picada
03 colheres de sopa de azeite
350 g de queijo gorgonzola de boa qualidade
120 g de queijo parmesão ralado na hora
2,3 kg de tomate maduro, sem a pele (você também pode usar tomate pelado em conserva)
04 ramos grandes de manjericão fresco, ou a gosto
01 pitada de pimenta do reino moída na hora
02 colheres de sopa de manteiga
Azeite e sal a gosto
Açúcar para corrigir a acidez, caso necessário
1 kg de espaguete (pode ser usada uma outra massa)
obs: caso faça para menos pessoas, reduza as quantidades proporcionalmente
Modo de fazer
Coloque uma panela grande com água para ferver. Mergulhe rapidamente os tomates, retire-os, mergulhe-os em água fria e puxe a pele com cuidado. Eu deixo as sementes, mas se quiser pode retirá-las. Em outra panela, coloque as colheres de azeite e o alho amassado. Deixe fritar um pouco sem queimar e acrescente a cebola, refogando um pouco. Acrescente os tomates, uma pitada de sal e de pimenta e deixe cozinhar na própria água que eles vão desprendendo. Coloque as folhas de dois ramos de manjericão, ajuste o sal e se estiver muito ácido, coloque duas a três colheres de sopa de açúcar. Mexa, prove para ver se não precisa ajustar e deixe cozinhar até o tomate ficar bem macio. Se ele não desmanchar, passe-os rapidamente no liquidificador sem o caldo e volte-os para a panela até que fique um molho grosso. Desligue o fogo, coloque o queijo gorgonzola em pedaços pequenos e mexa até derreter. Coloque as duas colheres de manteiga e mexa. Acrescente algumas folhas de manjericão e reserve o restante para a decoração. Cozinhe a massa em água com sal, sem óleo. Coloque porções nos pratos, despeje o molho e polvilhe queijo parmesão a gosto. Enfeite com o manjericão. Caso utilize o tomate pelado, ajuste a quantidade para o número de latas necessárias e proceda da mesma forma. Bom apetite!
Coloque uma panela grande com água para ferver. Mergulhe rapidamente os tomates, retire-os, mergulhe-os em água fria e puxe a pele com cuidado. Eu deixo as sementes, mas se quiser pode retirá-las. Em outra panela, coloque as colheres de azeite e o alho amassado. Deixe fritar um pouco sem queimar e acrescente a cebola, refogando um pouco. Acrescente os tomates, uma pitada de sal e de pimenta e deixe cozinhar na própria água que eles vão desprendendo. Coloque as folhas de dois ramos de manjericão, ajuste o sal e se estiver muito ácido, coloque duas a três colheres de sopa de açúcar. Mexa, prove para ver se não precisa ajustar e deixe cozinhar até o tomate ficar bem macio. Se ele não desmanchar, passe-os rapidamente no liquidificador sem o caldo e volte-os para a panela até que fique um molho grosso. Desligue o fogo, coloque o queijo gorgonzola em pedaços pequenos e mexa até derreter. Coloque as duas colheres de manteiga e mexa. Acrescente algumas folhas de manjericão e reserve o restante para a decoração. Cozinhe a massa em água com sal, sem óleo. Coloque porções nos pratos, despeje o molho e polvilhe queijo parmesão a gosto. Enfeite com o manjericão. Caso utilize o tomate pelado, ajuste a quantidade para o número de latas necessárias e proceda da mesma forma. Bom apetite!
****************************************************************
Uma das minhas músicas mais queridas, aqui na interpretação de Teti e Ednardo, com Petrúcio maia ao piano. Lupiscínica, de Petrúcio Maia e Augusto Pontes, em disco de 1979. Linda, linda!
Ouça aqui: http://www.youtube.com/watch?v=FMBAaE7M71k
Outra de minhas queridas, na sempre bela voz de Ednardo, composição de Petrúcio Maia e Fausto Nilo. Dorothy Lamour, gravação de 1974. Imperdível!
Ouça aqui: http://www.youtube.com/watch?v=dhVF7Y8iW8I
Assinar:
Postagens (Atom)






























